Olha, Marília, as flautas dos pastores
Olha, Marília, as flautas dos pastores
Que bem que soam, como estão cadentes!
Olha o Tejo a sorrir-se! Olha, não sentes
Os Zéfiros brincar por entre as flores?
Vê como ali beijando-se os Amores
Incitam nossos ósculos ardentes!
Ei-las de planta em planta as inocentes,
As vagas borboletas de mil cores.
Naquele arbusto o rouxinol suspira,
Ora nas folhas a abelhinha pára,
Ora nos ares sussurrando gira.
Que alegre campo! Que manhã tão clara!
Mas ah! Tudo o que vês, se eu não te vira,
Mais tristeza que a noite me causara.
Que bem que soam, como estão cadentes!
Olha o Tejo a sorrir-se! Olha, não sentes
Os Zéfiros brincar por entre as flores?
Vê como ali beijando-se os Amores
Incitam nossos ósculos ardentes!
Ei-las de planta em planta as inocentes,
As vagas borboletas de mil cores.
Naquele arbusto o rouxinol suspira,
Ora nas folhas a abelhinha pára,
Ora nos ares sussurrando gira.
Que alegre campo! Que manhã tão clara!
Mas ah! Tudo o que vês, se eu não te vira,
Mais tristeza que a noite me causara.
Comentários (3)
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Adriana
2023-05-10
Oque e eu lírico fala para marilia? Do ponto de vista formal que poema e esses?
usermfbc
2022-02-23
podemos perceber que esse poema possui características árcades... como, por exemplo, a valorização e idealização da natureza (retomando modelos clássicos), uso da mitologia (zéfiros = ventos quentes), valoriza a vida no campo (bucolismo), usa o clichê árcade "fugere urben" (fugir da cidade e ir para o campo), convencionalismo amoroso (convida a amada para ir aproveitar o tempo no campo - carpe diem) etc
ronaldo cleber
2021-04-20
muito legal esse cara