Cesário Verde

Cesário Verde

Cesário Verde foi um poeta português, considerado um dos precursores da poesia moderna em Portugal. A sua obra, marcada por uma observação detalhada do real e pela exploração da vida quotidiana, especialmente em Lisboa, distingue-se pela sua linguagem inovadora e pela sensibilidade na captação de sensações. Apesar de uma produção literária relativamente reduzida e publicada postumamente, o seu impacto foi profundo na poesia portuguesa subsequente, abrindo caminho para o modernismo.

1855-02-25 Lisboa
1886-07-19 Lumiar
462911
12
475

O Sentimento dum Ocidental III - Ao gás

E saio. A noite pesa, esmaga. Nos
Passeios de lajedo arrastam-se as impuras.
Ó moles hospitais! Sai das embocaduras
Um sopro que arripia os ombros quase nus.

Cercam-me as lojas, tépidas. Eu penso
Ver círios laterais, ver filas de capelas,
Com santos e fiéis, andores, ramos, velas,
Em uma catedral de um comprimento imenso.

As burguesinhas do Catolicismo
Resvalam pelo chão minado pelos canos;
E lembram-me, ao chorar doente dos pianos,
As freiras que os jejuns matavam de histerismo.

Num cutileiro, de avental, ao torno,
Um forjador maneja um malho, rubramente;
E de uma padaria exala-se, inda quente,
Um cheiro salutar e honesto a pão no forno.

E eu que medito um livro que exacerbe,
Quisera que o real e a análise mo dessem;
Casas de confecções e modas resplandecem;
Pelas vitrines olha um ratoneiro imberbe.

Longas descidas! Não poder pintar
Com versos magistrais, salubres e sinceros,
A esguia difusão dos vossos reverberos,
E a vossa palidez romântica e lunar!

Que grande cobra, a lúbrica pessoa,
Que espartilhada escolhe uns xales com debuxo!
Sua excelência atrai, magnética, entre luxo,
Que ao longo dos balcões de mogno se amontoa.

E aquela velha, de bandós! Por vezes,
A sua trai^ne imita um leque antigo, aberto,
Nas barras verticais, a duas tintas. Perto,
Escarvam, à vitória, os seus mecklemburgueses.

Desdobram-se tecidos estrangeiros;
Plantas ornamentais secam nos mostradores;
Flocos de pós-de-arroz pairam sufocadores,
E em nuvens de cetins requebram-se os caixeiros.

Mas tudo cansa! Apagam-se nas frentes
Os candelabros, como estrelas, pouco a pouco;
Da solidão regouga um cauteleiro rouco;
Tornam-se mausoléus as armações fulgentes.

E, nas esquinas, calvo, eterno, sem repouso,
Pede-me esmola um homenzinho idoso,
Meu velho professor nas aulas de Latim!


33727
5


Prémios e Movimentos

Realismo
É saBOR energeticoooooo
Eu achei esse poema bem tuff e resolvi criar o meu : "A aura, O saBOR da aura me consumiu, Senti ela chegando como um fusil Após um 67 em vão e frio Agora a aura me persegue Pois não lhe dei o valor necessário E enquanto ela não me alcança Só tenho que fazer a balanca(6??7??)" Autor anônimo aurudo
25/fevereiro/2026
Mandiocanaquelelugar
Esse poema ficou muito mais tuff que o do cara verde meu querido amigo adolf
25/fevereiro/2026
Matheus Caravela
67 é tuff
24/fevereiro/2026
Ricardo
10/10
26/fevereiro/2025
.
Eu diria 67/67
24/fevereiro/2026
Gustavo
Poderia me dizer qual o verso deste poema, que representa melhor o mesmo?
07/maio/2020
eu
não sei
23/janeiro/2024
Max verstapen
Eu diria que o verso que melhor representa esse poema seria: " eu falo six e ela fala seven, eu falo bora e ela fala bill, falo ronaldo e ela fala UH." Isso pois é um verso que trás muita aura para todos que o leem Atenciosamente Mr. Aura
24/fevereiro/2026
Miniking
Este diapositivo apresenta um grande fundamento da escrita ocidental, que permite a maltinha ficar aborrecida as 9 da manha de uma segunda-feira
29/abril/2019
Carlinhos alcaras
Ahhhhhhhhyyyyãããnnnn(gemido)
25/fevereiro/2026

Quem Gosta

Quem Gosta

Seguidores