Antero de Quental

Antero de Quental

Antero de Quental foi um dos mais importantes poetas e filósofos portugueses do século XIX. A sua obra, marcada por uma profunda crise existencial e por uma intensa busca metafísica, reflete as angústias de um espírito inquieto perante os mistérios da vida, da fé e da razão. Poeta do saudosismo e do misticismo, a sua poesia é caracterizada pela força da expressão, pela profundidade intelectual e pela melancolia, explorando temas como a morte, a eternidade, a solidão e a busca de Deus. Antero de Quental é uma figura central na transição do Romantismo para o Positivismo em Portugal, deixando um legado literário e filosófico de grande relevância.

1842-04-18 Ponta Delgada
1891-09-11 Ponta Delgada
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A um poeta

Tu, que dormes, espírito sereno,
Posto à sombra dos cedros seculares,
Como um levita à sombra dos altares,
Longe da luta e do fragor terreno,

Acorda! é tempo! O sol, já alto e pleno,
Afuguentou as larvas tumulares...
Para surgir do seio desses mares,
Um mundo novo espera só um aceno...

Escuta! é a grande voz das multidões!
São teus irmãos, que se erguem! são canções...
Mas de guerra... e são vozes de rebate!

Ergue-te pois, soldado do Futuro,
E dos raios de luz do sonho puro,
Sonhador, faze espada de combate!
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14/junho/2021

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