Soneto

Em salva de esmeralda posta a neve,
escuma em verde mar, cristal vistoso,
um copo de diamante precioso,
bandeira que tremola ao vento leve;

estrela reduzida a termo breve,
de alabastro gomil aparatoso,
arminho, ou cisne, em campo deleitoso,
com seu pé a açucena se descreve:

se eu tivera ciência, que alcançara
a dizer como quero seus louvores,
o que a açucena é, eu o mostrara:

só direi que na vista, e nos candores,
se de noite a encontrasse, me assombrara,
parecendo-me ser alma das flores.

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