

Meendinho
Meendinho, cujo nome se perdeu nas brumas do tempo, é uma figura enigmática da poesia galego-portuguesa medieval. Reconhecido por uma única cantiga de amigo, "Mendiño, se miña/a mia dona veo", ele personifica a saudade, a ausência e a profundidade dos sentimentos amorosos expressos em contextos de separação. A sua obra, embora escassa, possui uma força lírica notável, revelando uma sensibilidade apurada para a expressão da dor da distância e a esperança no reencontro. Meendinho é um testemunho da riqueza e da expressividade da poesia trovadoresca da Península Ibérica.
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Sedia-m'eu na ermida de San Simion
Sedia-m'eu na ermida de San Simion
Meendinho
Sedia-m'eu na ermida de San Simion
e cercaron-mi as ondas, que grandes son,
eu atendendo meu amigo.
Estando na ermida ant'o altar,
cercaron-mi as ondas grandes do mar,
eu atendendo meu amigo.
E cercaron-mi as ondas, que grandes son:
non hei i barqueiro, nen remador,
eu atendendo meu amigo.
E cercaron-mi as ondas do alto mar:
non hei i barqueiro, nen sei remar,
eu atendendo meu amigo.
Non hei i barqueiro, nen remador:
e morrerei fremosa no mar maior,
eu atendendo meu amigo.
Non hei i barqueiro, nen sei remar:
e morrerei eu fremosa no alto mar,
eu atendendo meu amigo.
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