Cidades, com seus comércios (...)
Fernando Pessoa
1952
Fausto
Cidades, com seus comércios (...)
Tudo é mesmamente estranho, mesmamente
Descomunal ao pensamento fundo
Estranhamente incompreendido.
Tudo é mistério, tudo é transcendente
Na sua complexidade enorme,
Um raciocínio visionado e exterior;
Uma ordeira misteriosidade,
Silêncio interior cheio de som.
Tudo é mesmamente estranho, mesmamente
Descomunal ao pensamento fundo
Estranhamente incompreendido.
Tudo é mistério, tudo é transcendente
Na sua complexidade enorme,
Um raciocínio visionado e exterior;
Uma ordeira misteriosidade,
Silêncio interior cheio de som.
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