Nem vã esperança vem, não anos vão,

Nem vã esperança vem, não anos vão,
Desesperança, Lídia, nos governa
        A consumanda vida.
Só espera ou desespera quem conhece
Que há que esperar. Nós, no labento curso
        Do ser, só ignoramos.
Breves no triste gozo desfolhamos
Rosas. Mais breves que nós fingem legar
        A comparada vida.
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