Quando
não há sinal na noite em que se escreve     o clarão é branco
alucinante o traço nulo marca no vazio o caminho

talvez um túnel ou descampado

a órbita branca oscila
a noite é que governa as sílabas

Há uma surpresa e um equilíbrio na intensidade
o vento treme     o obscuro emigra
um aglomerado de pedras
e a torre de palavras e de fogo
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