De um em um
vou colhendo
os balõezinhos dos beijos.
Parecem cápsulas
estufadinhas
e ploc... plec ... ploc...
vão estalando,
como se fizessem
uma revolução
dentro da minha mão.

Tão pequeninas,
as sementes
são como pontinhos
e se espalham
tantas, tantas,
mais de um milhão.

— Sossega, Seu Balãozinho!
— Fiquem quietinhas!—
digo às sementinhas,
pois, no quintal
de meu vizinho
elas vão formar
um novo beijal.

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