Espero escrever neste poço de folhas com as mãos entre as árvores,
tudo vem devagar em labirintos negros
ou em sequências de uma confusa caligrafia branca.
Amo este esconderijo suave e as paisagens fatigadas.
Eis que o texto principia com lábios, dentes, língua
e o rumor das vespas no seu sono esguio.
O que oscila na obscuridade é o meu árido alimento.
As minhas frases têm o aroma da água
e o calor de uma chama silenciosa.
Dentro da face incerta apreendo as pétalas solares
e entre sombras claras sou o chão amarelo, sou o vinho e a pedra,
sou a língua da árvore.
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