Há algum tempo coleciono cadáveres.
Minhas gavetas não têm mais lugar.

Eu curto o prazer meio besta
dos numismatas e taxidermistas.
Meus mortos gozam a eternidade postiça
dos bálsamos e etiquetas.

E assim convivemos todos
na mais perfeita urbanidade
nesse apartamento igualzinho
a qualquer outro da cidade.
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