De onde Venho?

Da grande Fôrça universal procedo
E venho de outras vidas, de outros mundos;
Por indisíveis dédalos profundos
Inconscientemente me enveredo.

Às minúsculas formas antecedo:
Da vibração aos corpos mais fecundos.
Transformando-me todos os segundos,
"Mergulhado no cósmico segrêdo".

Sou, para os sábios da moderna ciência,
Um simples animal que tem consciência,
Vivendo apenas entre o berço e a cova...

Entretanto, através do próprio lôdo,
Todo o universo se transforma, todo,
E a própria Eternidade se renova.

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