O lunático, o amante e o poeta são feitos todos de — William Shakespeare

O lunático, o amante e o poeta são feitos todos de imaginação: um vê mais demónios do que pode conter o vasto inferno. Esse é o louco. O amante, igualmente frenético, vê a beleza de Helena numa face egípcia. O olhar do poeta, num frenesim sublime, vai do céu à terra, da terra ao céu; e, enquanto a imaginação dá forma a coisas desconhecidas, a pena do poeta transforma-as em figuras, e dá ao nada etéreo uma morada e um nome.

 

Sonho de uma noite de verão – Ato V, Cena 1, Teseu

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