O lunático, o amante e o poeta são feitos todos de imaginação: um vê mais demônios do que pode conter o vasto inferno. Esse é o louco. O amante, igualmente frenético, vê a beleza de Helena em uma face egípcia. O olhar do poeta, em um frenesi sublime, vai do céu à terra, da terra ao céu; e, enquanto a imaginação dá forma a coisas desconhecidas, a pena do poeta as transforma em figuras, e dá ao nada aéreo uma morada e um nome.