Dizemos “amante” e não vemos mais a altura do páthos da qual essa palavra desceu até as planícies da ironia — muito abaixo da respeitada condição intermediária das mulheres que não amam. Quer o espírito da língua que a amante seja uma decaída. Mas se mulheres que amam fossem chamadas de “elevadas”, nossa cultura logo também envolveria essa palavra com os tentáculos do escárnio.