Meu Sabiá
Subindo os alcantis, galgando o azul, varria
O áureo clarão da aurora as sombras no Nascente.
Sustenidos, bemóis, pelo festivo ambiente
Vibrava o passaredo, hinos entoando ao dia.
Vencendo pouco a pouco a tristeza e a apatia
Em que a envolvera a treva, inexoravelmente,
A natureza enfim livre e resplandecente,
Com régia majestade e intrepidez se erguia.
Tudo acordava e ria um rio amável, tudo!
Só na estreita gaiola, impassível e mudo,
Dir-se-ia meu sabiá num pensamento absorto...
É que — maldade humana! — o pobre passarinho,
De saudades, talvez, do profanado ninho,
Perdera a voz, que eu tanto ouvira... — Estava morto!
O áureo clarão da aurora as sombras no Nascente.
Sustenidos, bemóis, pelo festivo ambiente
Vibrava o passaredo, hinos entoando ao dia.
Vencendo pouco a pouco a tristeza e a apatia
Em que a envolvera a treva, inexoravelmente,
A natureza enfim livre e resplandecente,
Com régia majestade e intrepidez se erguia.
Tudo acordava e ria um rio amável, tudo!
Só na estreita gaiola, impassível e mudo,
Dir-se-ia meu sabiá num pensamento absorto...
É que — maldade humana! — o pobre passarinho,
De saudades, talvez, do profanado ninho,
Perdera a voz, que eu tanto ouvira... — Estava morto!
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