

Maria Antonieta Matos
Maria Antonieta Rosado Mira Valentim de Matos - MARIA ANTONIETA MATOS, nasceu em 1949 em Terena, Concelho de Alandroal e reside em Évora, Alentejo, Portugal
AI A CRISE AI A CRISE
Ai a crise, ai a crise
Não há quem lhe ponha mão
Muitos estudos e previsões
Que tremenda confusão
Cachimónias inteligentes
Que não trazem resultados
Pobrezinhos deprimentes
Cada vez estão mais tramados
Ai a crise, ai a crise
Já manda o FMI
Esses é que são felizes
Comem tudo o que se ganha aqui
Vem com grande bagagem
Mas anda tudo a andar para trás
Cobram juros impagáveis
E o governo o que é que faz?
Anda cheio de atenções
Para com estes comilões
Que nos vendem ao desbarato
E nos levam os milhões
E o governo anda abstrato
Ai a crise, ai a crise
Para onde vai este país
Revirado do avesso
Está a ver-se o mal começo
Ainda vamos para Paris
Já não temos quem trabalhe
O que faz com que isto mexa
Só empregam quem comanda
Tiram-nos tudo sem deixa
Usam de grande retórica
Com o mundo desigual
Mas é tudo só teórica
Tratam-nos como um animal
Está tudo a minguar
Até aquilo que foi feito
Não há nem para remendar
E até nos tiram o leito
Nem que seja mau negócio
Não admitem o seu jeito
Estão sempre a se desculpar
Com ar muito satisfeito
Sem nada para justificar
Todo o trabalho mal feito
Ai a crise, ai a crise
Tudo serve de desculpa
Qualquer dia vão ver
Portugal por uma lupa
Maria Antonieta Matos 21-04-2012
Escritas.org