Olhar
'Mas nem negros nem azuis
são teus olhos meu amor...
seriam da cor da mágoa,
se a mágoa tivesse cor.” (Florbela Espanca)
Nos teus olhos não vejo mais carinho
Estão frios e me olham com desdém,
Parece que meu coração ama sozinho
E vive a esperar que ainda me queiras bem
E eu acordo do sonho dolorida,
Eu que te amei como a ninguém!
É o fim da esperança, fim da vida...
Fico a chorar o afeto que não vem
Onde está todo o amor que me prometeste?
Afinal era tudo paixão volátil?
As promessas de felicidade tão vazias...
Agora em ruínas, como o castelo que ergueste
Era feito de areia, matéria frágil...
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Ana
Bela poesia , cara poeta. Pois se ele te prometeu, ele ainda te ama não perca as esperanças. ;)
30/novembro/2015
Ana
Não é você
Não é você, meu bem, sou eu...
É só meu o fardo de viver comigo
É muito triste dizer isso
Queria tanto amar, mas não consigo
Não é você... a culpa é toda minha
Você é leve, é livre, é inteiro
Eu que sou vazia, complicada, quebrada
Não mereço você como companheiro
Não posso dar-te mais do que tenho
E já não tenho quase nada em mim
Pouco me resta para oferecer
Só um amor escasso, quase no fim.
E você merece mais, alguém completo,
Alguém dono de si, de alma nua...
Não pertenço nem a mim mesma
Então, como poderei ser tua?
Ana
Bela poesia , cara poeta. Pois se ele te prometeu, ele ainda te ama não perca as esperanças. ;)
30/novembro/2015
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