

David Lobo Cordeiro
Nasci em Lisboa, na freguesia da Penha de França, a 18 de Junho de 1979. Adoro poesia, aquariofilia, pintura e escultura.
Recentemente escrevi o meu primeiro livro de poesia, intitulado ''Inexperiências'', pela Corpos Editora / World Art Friends.
1979-06-18 Lisboa, Penha de França
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Insensitivo
Pergunto-me se sentir é indispensável a todo o ser
Se a dor é inevitável no acto de parir
Se a lágrima tem de cair num esgar a rir
Se a pena tem de vir com o lento retrato de morrer
Pergunto-me se o mundo seria perfeito
Se a saudade fosse ausente depois de anos de ausência
E se a mentira não fosse um direito
A essência da verdade não abria falência?
Será o mundo belo derivado ao amor?
Ou será bom o amor apenas por contraposição à dor?
Haverá saudade sem o abraço da chegada?
Deixarão todos os pássaros de trinir
Deixará porventura o Homem de os ouvir
Se uns olhos cegos não colorissem a madrugada?
Se terminasse o reino do exprimir
Estar calado seria pura eloquência?
Seria o mundo uma eterna maledissência
Sem a arte, sem o toque, sem o sorrir?
Se a dor é inevitável no acto de parir
Se a lágrima tem de cair num esgar a rir
Se a pena tem de vir com o lento retrato de morrer
Pergunto-me se o mundo seria perfeito
Se a saudade fosse ausente depois de anos de ausência
E se a mentira não fosse um direito
A essência da verdade não abria falência?
Será o mundo belo derivado ao amor?
Ou será bom o amor apenas por contraposição à dor?
Haverá saudade sem o abraço da chegada?
Deixarão todos os pássaros de trinir
Deixará porventura o Homem de os ouvir
Se uns olhos cegos não colorissem a madrugada?
Se terminasse o reino do exprimir
Estar calado seria pura eloquência?
Seria o mundo uma eterna maledissência
Sem a arte, sem o toque, sem o sorrir?
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