
Hildo Rangel
Hildo Rangel foi um poeta brasileiro cuja obra se destacou pela exploração de temas existenciais e sociais, com uma linguagem que transitava entre o coloquial e o erudito. Sua poesia, frequentemente marcada por uma introspecção profunda e um olhar crítico sobre a realidade, abordou a condição humana, as contradições da vida moderna e a busca por sentido. Aos poucos, foi conquistando um espaço notável no cenário literário, sendo reconhecido pela originalidade e pela força expressiva de seus versos. Sua contribuição enriqueceu a poesia brasileira contemporânea, deixando um legado de reflexão e sensibilidade poética.
São Paulo, SP
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Seios
Teus seios pequeninos que em surdina,
pelas noites de amor, põem-se a cantar,
são dois pássaros brancos que o luar
pousou de leve nessa carne fina.
E sempre que o desejo te alucina,
e brilha com fulgor no teu olhar,
parece que seus seios vão voar
dessa carne cheirosa e purpurina.
Eu, pare tê-los sempre nesta lida,
quisera, com meus beijos, desvairado,
poder vesti-los, através da vida,
para vê-los febris e excitados,
de bicos rijos, ávidos, rasgando
a seda que os trouxesse encarcerados.
pelas noites de amor, põem-se a cantar,
são dois pássaros brancos que o luar
pousou de leve nessa carne fina.
E sempre que o desejo te alucina,
e brilha com fulgor no teu olhar,
parece que seus seios vão voar
dessa carne cheirosa e purpurina.
Eu, pare tê-los sempre nesta lida,
quisera, com meus beijos, desvairado,
poder vesti-los, através da vida,
para vê-los febris e excitados,
de bicos rijos, ávidos, rasgando
a seda que os trouxesse encarcerados.
1716
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