
Luís António Cajazeira Ramos
Luís António Cajazeira Ramos, mais conhecido como Luiz Cajazeira, foi um poeta e professor brasileiro. Destacou-se na poesia contemporânea com uma obra marcada pela reflexão sobre a condição humana, a metalinguagem e a crítica social. Sua escrita, muitas vezes experimental, explorou novas formas de expressão poética, dialogando com a tradição literária e as inquietudes do mundo moderno. Cajazeira também teve uma atuação relevante no campo educacional, sendo reconhecido por sua contribuição para a formação de leitores e escritores.
1956-08-12 Salvador
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O Jogo das Contas de Vidro
Aos poetas que li.
Qual alvo tisne, a lua tinge a noite
em tons argênteos, grises, plúmbeos, brancos.
A escuridão se esquina e cinge os flancos,
mal traçando o recanto em que se acoite.
O luar, com mãos de seda, audácia e zelo,
retira à noite o véu que a cobre espúrio;
e ilumina, de lilás a purpúreo,
tudo o que ao sol vai do azul ao vermelho.
À lua, o chão rural é mais bucólico
e o mundo urbano é um tanto mais insólito
do que revelam ser à luz do sol?
Talvez... Assim, qual lua, sem luz própria,
do corpo da poesia o poeta é cópia
— sinal especulado do farol.
Qual alvo tisne, a lua tinge a noite
em tons argênteos, grises, plúmbeos, brancos.
A escuridão se esquina e cinge os flancos,
mal traçando o recanto em que se acoite.
O luar, com mãos de seda, audácia e zelo,
retira à noite o véu que a cobre espúrio;
e ilumina, de lilás a purpúreo,
tudo o que ao sol vai do azul ao vermelho.
À lua, o chão rural é mais bucólico
e o mundo urbano é um tanto mais insólito
do que revelam ser à luz do sol?
Talvez... Assim, qual lua, sem luz própria,
do corpo da poesia o poeta é cópia
— sinal especulado do farol.
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