
Manuel Sobrinho
Manuel Sobrinho é um poeta cuja obra se caracteriza por uma linguagem enérgica e um olhar crítico sobre a sociedade e a condição humana. A sua poesia transita entre o lirismo e a intervenção social, explorando temas como a injustiça, a esperança, o amor e a busca por identidade. Com uma voz potente e um estilo que combina a força expressiva com a sensibilidade, Sobrinho tem vindo a afirmar-se como um nome relevante na poesia contemporânea, capaz de dialogar com a tradição e de propor novas perspetivas.
1761-04-06 Monsaraz
1846-12-15
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Trovas
Amigos, quantos tiveres,
Um por um te deixarão,
Quando já não dispuseres
De dinheiro ou posição...
Se alguém se julga perfeito,
A razão disso adivinho:
Em si não busca o defeito
Que descobre no vizinho.
Do bem por ti desejado
Não corras muito na pista:
Na vida, o mais apressado
Nem sempre é o que mais conquista
És pobre? Sofres? Paciência,
Põe no lábio um riso franco:
Na roleta da existência
Há muito número em branco...
É pela dor procedida
Do tombo que se levou,
Que pode ser bem medida
A altura a que se chegou.
Um por um te deixarão,
Quando já não dispuseres
De dinheiro ou posição...
Se alguém se julga perfeito,
A razão disso adivinho:
Em si não busca o defeito
Que descobre no vizinho.
Do bem por ti desejado
Não corras muito na pista:
Na vida, o mais apressado
Nem sempre é o que mais conquista
És pobre? Sofres? Paciência,
Põe no lábio um riso franco:
Na roleta da existência
Há muito número em branco...
É pela dor procedida
Do tombo que se levou,
Que pode ser bem medida
A altura a que se chegou.
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