Lista de Poemas

Poema

Poema

Tú eliges el lugar de la herida

en donde hablamos nuestro silencio

Tú haces de mi vida

esta ceremonia demasiado pura.

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En esta noche, en este mundo

A Martha Isabel Moia
en esta noche en este mundo
las palabras del sueño de la infancia de la muerta
nunca es eso lo que uno quiere decir
la lengua natal castra
la lengua es un órgano de conocimiento
del fracaso de todo poema
castrado por su propia lengua
que es el órgano de la re-creación
del re-conocimiento
pero no el de la re-surrección
de algo a modo de negación
de mi horizonte de maldoror con su perro
y nada es promesa
entre lo decible
que equivale a mentir
(todo lo que se puede decir es mentira)
el resto es silencio
sólo que el silencio no existe
no
las palabras
no hacen el amor
hacen la ausencia
si digo agua ¿beberé?
si digo pan ¿comeré?
en esta noche en este mundo
extraordinario silencio el de esta noche
lo que pasa con el alma es que no se ve
lo que pasa con la mente es que no se ve
lo que pasa con el espíritu es que no se ve
¿de dónde viene esta conspiración de invisibilidades?
ninguna palabra es visible
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La jaula

Afuera hay sol.

No es más que un sol

pero los hombres lo miran

y después cantan.

Yo no sé del sol.

Yo sé de la melodía del ángel

y el sermón caliente

del último viento.

Sé gritar hasta el alba

cuando la muerte se posa desnuda

en mi sombra.

Yo lloro debajo de mi nombre.

Yo agito pañuelos en la noche

y barcos sedientos de realidad

bailan conmigo.

Yo oculto clavos

para escarnecer a mis sueños enfermos.

Afuera hay sol.

Yo me visto de cenizas.

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Identificação e contexto básico

Alejandra Pizarnik foi uma poeta argentina, nascida em Buenos Aires, conhecida por sua obra profundamente introspectiva e marcada pela angústia existencial. Utilizou também o pseudônimo "Laura") em alguns momentos. Sua nacionalidade era argentina e escreveu em espanhol. Viveu em um período de intensas transformações sociais e culturais na Argentina e no mundo.

Infância e formação

Nascida em uma família de imigrantes russos judeus, sua infância foi marcada por sentimentos de desenraizamento e pela busca por uma identidade. Estudou filosofia e letras na Universidade de Buenos Aires, mas abandonou o curso para se dedicar integralmente à literatura. Foi influenciada por poetas como Arthur Rimbaud, Emily Dickinson e Comte de Lautréamont, além de correntes como o surrealismo e a psicanálise.

Percurso literário

Iniciou sua carreira literária precocemente, publicando seus primeiros poemas em revistas literárias. Sua obra evoluiu ao longo do tempo, aprofundando a exploração dos temas da solidão, da morte e da linguagem. Publicou livros importantes como "La tierra más ajena" (1955), "La última inocencia" (1956), "Las aventuras perdidas" (1958), "Árbol de Diana" (1960), "Los trabajos y las noches" (1965), "Extración de la piedra de locura" (1968) e "La condesa sangrienta" (1971). Sua atividade como crítica literária e tradutora também foi relevante.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias As obras de Pizarnik são caracterizadas pela exploração de temas como a morte, o vazio, a solidão, a infância perdida, o desejo de aniquilação e a dificuldade de comunicação. Sua linguagem é concisa, fragmentada e carregada de imagens impactantes, muitas vezes oníricas ou pesadelescas. Utiliza o verso livre com maestria, criando uma musicalidade sombria e perturbadora. A sua voz poética é profundamente pessoal, confessional e, por vezes, desesperada. Pizarnik é associada ao surrealismo, mas sua obra transcende rótulos, com uma estética única que dialoga com a tradição e a modernidade. Introduziu uma forma de expressionismo lírico que marcou a poesia em língua espanhola.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico Pizarnik viveu em um período de efervescência cultural na Argentina, com o surgimento de novos movimentos literários e artísticos. Sua obra dialogou com o surrealismo e a psicanálise, influências marcantes de sua época. Manteve contato com outros escritores e artistas, participando de círculos literários em Buenos Aires e em Paris, onde viveu por um tempo.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Sua vida foi marcada por crises existenciais, sentimentos de inadequação e instabilidade emocional, que se refletiram intensamente em sua poesia. Teve relacionamentos significativos, mas também enfrentou profunda solidão. Suas lutas com a saúde mental e o uso de substâncias são aspectos conhecidos de sua biografia.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção Embora em vida tenha tido um reconhecimento mais restrito, após sua morte Alejandra Pizarnik obteve um amplo reconhecimento internacional. Sua obra é estudada em universidades e admirada por sua originalidade e profundidade. É considerada uma das vozes mais importantes da poesia latino-americana do século XX.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado Foi influenciada por poetas como Arthur Rimbaud, Emily Dickinson e Comte de Lautréamont. Seu legado é imenso, inspirando gerações de poetas com sua exploração radical da linguagem e da subjetividade. Sua obra continua a ser traduzida e estudada em todo o mundo, consolidando sua posição no cânone literário.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A obra de Pizarnik é um campo fértil para a análise crítica, com interpretações que abordam sua relação com o inconsciente, a metalinguagem, a crítica à linguagem e a exploração do feminino e do trágico. Debates sobre sua obra frequentemente giram em torno da dificuldade de classificar seu estilo e da profundidade de sua angústia.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos Pizarnik era conhecida por sua timidez extrema e por sua relação complexa com a escrita, por vezes considerada um ato de autoflagelação. Seus cadernos e manuscritos revelam um processo criativo meticuloso e uma constante autoexigência. Sua estadia em Paris e o contato com o círculo surrealista foram momentos importantes em sua trajetória.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Alejandra Pizarnik morreu tragicamente em 1972, em Buenos Aires, em decorrência de uma overdose de barbitúricos, num ato que muitos interpretam como um fim premeditado. Sua memória é mantida viva através da sua obra, que continua a ressoar com leitores e críticos pela sua força e originalidade.