Lista de Poemas

The Hiker

Downy flakes whisper softly from the sky.
A hiker climbs over firn and ice.
The snow woman follows him with treacherous steps:

"Hold still, my dear, and take me with you!
The evening is near and the summit is far away.
I'd be happy to play you a little song just to keep you entertained."

She puts the green shawm on her lip,
She rejoiced at flowers and Lenz and Mai.
He listened, cheeks wet with tears,
Then he ticked the box and drew for bass.

And darker clouds the twilight snow.
She crept to his side on a cunning toe:
"Stop! let me shine for you, you are wandering astray!
I'll tell you a friendly fairy tale."

A traffic light she drew from her robe:
The homeland shines before his eyes,
The hill, the garden, being a parent
In the blissful golden glow of youth.

He swayed. Already he shortens the measure of his steps,
Then he ticked the box and drew for bass.

And it storms and it rummages with storm power,
White night yawns from the howling rock.
His will failed, his knee sank.
There she sat on a stone bench.

"It's comfortable here; come, sit down!
I really know how to caress.
And slumber lures you and a dream laughs at you:
There is room on my warm bosom."

She looked so lovely, she nodded so sweetly,
as if the sky wanted to open up to him.
He staggers towards her in a staggering run
and fell at her feet - never got up again.
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Identificação e contexto básico

Carl Friedrich Georg Spitteler (nascido em Liestal, 15 de abril de 1845 — falecido em Lucerna, 29 de dezembro de 1919) foi um poeta, ensaísta e pintor suíço de língua alemã. É uma das figuras literárias mais importantes da Suíça. Recebeu o Prémio Nobel da Literatura em 1919 "em especial reconhecimento pela sua obra épica, "Olympischer Frühling"".

Infância e formação

Spitteler nasceu em Liestal, no cantão de Basileia-Campo. O seu pai era um funcionário alfandegário. Passou a sua infância em Basileia, onde frequentou o ginásio. Inicialmente, estudou teologia na Universidade de Zurique e depois em Heidelberg. No entanto, os seus interesses mudaram e ele abandonou os estudos teológicos para se dedicar à filologia e à arte. Frequentou a Academia de Artes de Karlsruhe e, posteriormente, estudou arte em Berlim. Esta dualidade entre a literatura e a arte marcou profundamente a sua obra.

Percurso literário

O percurso literário de Spitteler foi longo e marcado por uma evolução notável. Começou a publicar poesia relativamente tarde. A sua primeira obra significativa, "Gedichte" (Poemas), apareceu em 1881. No entanto, foi com as suas obras épicas e alegóricas que ele alcançou maior reconhecimento. "Der Chung" (O Chuang-Tzu), publicado em 1886, e "Extramundana" (Fora do Mundo), em 1887, foram trabalhos iniciais que já demonstravam a sua originalidade e o seu interesse por temas filosóficos e espirituais. A sua obra-prima, o épico "Olympischer Frühling" (A Primavera Olímpica), foi publicada em partes entre 1900 e 1906, consolidando a sua reputação como um dos maiores poetas épicos da sua geração.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias A obra de Spitteler é vastíssima e diversificada, abrangendo poesia lírica, épica, ensaios e escritos críticos. As suas características literárias mais proeminentes incluem: * **Temas:** Mitologia greco-romana, filosofia oriental (especialmente o taoismo), a condição humana, a luta entre o bem e o mal, a busca pela espiritualidade e pela verdade interior. * **Estilo:** Grandioso, épico, alegórico e simbólico. A sua linguagem é rica, elaborada e muitas vezes densa, com uma forte musicalidade e um ritmo poderoso. Ele não receava a experimentação formal, embora frequentemente se apoiasse em estruturas épicas tradicionais. * **Obras principais:** "Gedichte" (1881), "Der Chung" (1886), "Extramundana" (1887), "Der Lung" (1887), "Prometheus und Epimetheus" (1881), e a monumental "Olympischer Frühling" (1900-1906). * **Inovações:** Spitteler trouxe uma nova abordagem à poesia épica, infundindo-a com profundidade filosófica e psicológica. A sua capacidade de criar mundos mitológicos complexos e de explorar temas existenciais de forma inovadora marcou a literatura alemã.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico Spitteler viveu num período de grandes mudanças na Europa, incluindo o final do século XIX e o início do século XX, marcado por avanços científicos, tensões políticas e efervescência cultural. Embora suíço, a sua obra em língua alemã dialogava com a tradição literária alemã. Foi contemporâneo de Nietzsche, cujas ideias sobre o super-homem e a vontade de poder parecem ecoar em alguns dos seus temas sobre a superação humana e a busca por um ideal. A sua poesia épica, "Olympischer Frühling", foi vista como uma resposta aos desafios espirituais e culturais da sua época, oferecendo uma visão de renascimento e renovação.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Spitteler teve uma vida marcada por viagens e por períodos de isolamento, onde se dedicou intensamente à sua escrita e à arte. Após os seus estudos, trabalhou como professor na Estónia e na Suíça, e também como jornalista. A sua obra "Prometheus und Epimetheus" (1881), que escreveu em prosa, foi uma declaração pessoal de independência intelectual e espiritual. A sua vida foi dedicada à arte e à literatura, embora tenha tido períodos de dificuldades financeiras. Casou-se com a pintora Henriette. A sua relação com a arte visual permaneceu forte ao longo da vida.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção Embora tenha tido admiradores e tenha sido respeitado nos círculos literários, Spitteler só alcançou reconhecimento internacional tardiamente. O Prémio Nobel da Literatura em 1919 foi o culminar desse reconhecimento, validando a sua contribuição para a poesia épica e o seu profundo pensamento filosófico. Antes disso, já havia recebido alguns prémios na Suíça, mas a sua obra era considerada por muitos como demasiado exigente ou complexa.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado Spitteler foi influenciado pela mitologia clássica, pela filosofia oriental (particularmente o taoismo de Lao Tsé e Chuang-Tzu), e por pensadores como Nietzsche. O seu legado é o de um poeta épico que revitalizou o género, infundindo-o com uma profundidade psicológica e filosófica sem precedentes. Influenciou poetas que procuravam temas grandiosos e um estilo elevado, e a sua obra continua a ser estudada pela sua complexidade simbólica e pela sua visão humanista. A sua obra "Olympischer Frühling" é considerada uma das obras poéticas mais importantes do início do século XX.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A obra de Spitteler é frequentemente interpretada como uma alegoria da jornada humana em busca de significado e autossuperação. "Olympischer Frühling", em particular, é vista como uma representação da luta e do triunfo do espírito humano, da renovação da consciência e da harmonização com o cosmos. Os seus temas filosóficos abordam a dualidade da existência, a importância do conhecimento e da vontade, e a relação entre o indivíduo e o universo.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos Spitteler era um pintor talentoso, e a sua paixão pelas artes visuais é evidente na riqueza imagética da sua poesia. Ele considerava a poesia e a pintura como formas complementares de expressão. A sua proximidade com o pensamento de Nietzsche, embora não uma influência direta e explícita, é notória em algumas das suas reflexões sobre a vontade, a moralidade e a criação de valores. A sua estadia como professor na Estónia influenciou a sua escrita inicial, especialmente no que diz respeito à mitologia eslava e à paisagem.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Carl Spitteler faleceu em Lucerna, em 1919, pouco depois de ter sido anunciado o Prémio Nobel. A sua morte foi sentida como uma grande perda para a literatura alemã e mundial. É lembrado como um dos grandes poetas épicos da modernidade e um pensador profundo, cujo trabalho continua a inspirar e a desafiar leitores e estudiosos.