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Carlos C. de Almeida
Carlos C. de Almeida

Este modo vísível na internert não é maneira de se apresentar um poema! Qualquer poena, poemeta que seja, deve ser apresentado sob a forma que o seu autor lhe deu. A forma aqui publicada impede qualquer leitura crítica! Favorável ou não...

Carlos C. de Almeida
Carlos C. de Almeida

O MITO DE ZAIDA(princesa moura)A vila dorme longamentee então a genteem jeito de sonho e ilusãoinventa a estóriae conta cada qual sua versãoNo castelo de Alfeizerãocerta noite enluaradadizem todos que lá vãochora ainda uma princesauma mourinha encantada«Mas porque é que ela chora,avozinha? » – pergunta a netae a velhinha analfabetaresponde de ouvir contarDe amor… chora de amorchora de amor verdadeiropor um cristão cavaleiropor quem ela se perdeu«Conte outra vez avozinhagosto tanto dessa estóriaque a sei toda de memória»Ah… queres outra vez que conte:Era ali ao pé da fonteuma vez há muito tempo no castelo de Alfeizerãono castelo uma princesaolhos grandes e brilhantesolhos negros sonhadoresmais altos do que a razãoassim quase semelhantesàs estrelas que há no céuCerto dia ao fim da tardefoi numa tarde de Verãofoi ali no rio Grandeque não era ainda um riosomente um braço de marcanal prolongando a riaentre os outeiros alémera um esteiro da lagoaque naquele tempo haviaas meninas do casteloforam para ali brincarInocentes confiadas seus delicados pezinhos chapinhando a água claratransparente muito azulgentis mourinhas do Sulalegres e descuidadasSobre as águas um salgueirodesleixava os seus cabelosseus lindos cabelos verdesOuvia-se um rouxinolque oculto na fresca sombraao desafio cantavacom outros louvores ao SolEis na curva do caminhogalopando surge o vulto de um cavalo que espumava«Era o cavaleiro cristão!»Era um guerreiro do Nortegodo e loiro muito beloque transportava nos olhossementes de ódio e de mortenum jeito assim disfarçadoQuando o cavaleiro surgiuo Sol se fez um morangoda cor do sangue encarnadoe o céu de luminosoa todas pareceu toldadosó a princesa não viu…«Não tenhas medo donzelaperdi-me quando caçava»quanto mais ele mentiae se aproximava delamais a pobre acreditava«Mas os cristãos eram maus?»– a neta surpreendidaQueriam as terras dos mouros…«Mas como assim avozinha?que cobiça que ambiçãoeu se tenho o meu brinquedonão tiro o do meu irmão»É que em tempos mais antigoslhes pertencera esta terraque a tinham tomado doutrosque também a conquistaramChegavam os invasores… punham tudo a ferro e sanguetempos depois vinham outrosespalhavam novos horroresa terra gritava exangue nua ermada toda em ferida«Ai andavam sempre em guerra»Tem sido assim toda a vidaTornam elas ao casteloem alvoroço a princesaaguardava o namoradomadrugada noite adentroZaida dorme em sono soltoDuas assobiadelasparecia um mocho agoirentona sua triste cançãoera o sinal combinadodormiam as sentinelasCorre Zaira a abrir a portado castelo abre o pesado portãoe o exército cristão passa tudo ao fio da espadaAben-Assan o emirde brancas barbas honradasacorda para a oraçãodo Sol-nascente a Alána torre alta do CorãoE vendo aquela mortandadee o seu castelo perdidonas malhas que a guerra teceadivinha a sua sorte“Antes tudo, antes a morte!”O castelo está perdidoa vida perdeu sentidoantes morrer mas honrados! A filha que ele estremecepor amor tinha traídoo seu povo a sua genteEntão sobem à muralha mais alta que havia láe sobre um duro rochedoque do lado de fora estáos dois tombam abraçadosQuebra-se ao meio o penedo ao peso já da saudadepai e filha contorcidosali pra sempre em gemidoscada qual numa ametadeAinda lá estão agoraas metades separadase em Agosto no Verão quem por lá passe ao luarjulga ouvir no sussurrardo vento a moura encantadaa princesinha que chora no castelo de Alfeizerão

Carls C. de Almeida
Carls C. de Almeida

A LENDA de Zaida (princesa moura)A vila dorme longamentee então a genteem jeito de sonho e ilusãoinventa a estóriae conta cada qual sua versãoNo castelo de Alfeizerãocerta noite enluaradadizem todos que lá vãochora ainda uma princesauma mourinha encantada«Mas porque é que ela chora,avozinha? » – pergunta a netae a velhinha analfabetaresponde de ouvir contarDe amor… chora de amorchora de amor verdadeiropor um cristão cavaleiropor quem ela se perdeu«Conte outra vez avozinhagosto tanto dessa estóriaque a sei toda de memória»Ah… queres outra vez que conte:Era ali ao pé da fonteuma vez há muito tempo no castelo de Alfeizerãono castelo uma princesaolhos grandes e brilhantesolhos negros sonhadoresmais altos do que a razãoassim quase semelhantesàs estrelas que há no céuCerto dia ao fim da tardefoi numa tarde de Verãofoi ali no rio Grandeque não era ainda um riosomente um braço de marcanal prolongando a riaentre os outeiros alémera um esteiro da lagoaque naquele tempo haviaas meninas do casteloforam para ali brincarInocentes confiadas seus delicados pezinhos chapinhando a água claratransparente muito azulgentis mourinhas do Sulalegres e descuidadasSobre as águas um salgueirodesleixava os seus cabelosseus lindos cabelos verdesOuvia-se um rouxinolque oculto na fresca sombraao desafio cantavacom outros louvores ao SolEis na curva do caminhogalopando surge o vulto de um cavalo que espumava«Era o cavaleiro cristão!»Era um guerreiro do Nortegodo e loiro muito beloque transportava nos olhossementes de ódio e de mortenum jeito assim disfarçadoQuando o cavaleiro surgiuo Sol se fez um morangoda cor do sangue encarnadoe o céu de luminosoa todas pareceu toldadosó a princesa não viu…«Não tenhas medo donzelaperdi-me quando caçava»quanto mais ele mentiae se aproximava delamais a pobre acreditava«Mas os cristãos eram maus?»– a neta surpreendidaQueriam as terras dos mouros…«Mas como assim avozinha?que cobiça que ambiçãoeu se tenho o meu brinquedonão tiro o do meu irmão»É que em tempos mais antigoslhes pertencera esta terraque a tinham tomado doutrosque também a conquistaramChegavam os invasores… punham tudo a ferro e sanguetempos depois vinham outrosespalhavam novos horroresa terra gritava exangue nua ermada toda em ferida«Ai andavam sempre em guerra»Tem sido assim toda a vidaTornam elas ao casteloem alvoroço a princesaaguardava o namoradomadrugada noite adentroZaida dorme em sono soltoDuas assobiadelasparecia um mocho agoirentona sua triste cançãoera o sinal combinadodormiam as sentinelasCorre Zaira a abrir a portado castelo abre o pesado portãoe o exército cristão passa tudo ao fio da espadaAben-Assan o emirde brancas barbas honradasacorda para a oraçãodo Sol-nascente a Alána torre alta do CorãoE vendo aquela mortandadee o seu castelo perdidonas malhas que a guerra teceadivinha a sua sorte“Antes tudo, antes a morte!”O castelo está perdidoa vida perdeu sentidoantes morrer mas honrados! A filha que ele estremecepor amor tinha traídoo seu povo a sua genteEntão sobem à muralha mais alta que havia láe sobre um duro rochedoque do lado de fora estáos dois tombam abraçadosQuebra-se ao meio o penedo ao peso já da saudadepai e filha contorcidosali pra sempre em gemidoscada qual numa ametadeAinda lá estão agoraas metades separadase em Agosto no Verão quem por lá passe ao luarjulga ouvir no sussurrardo vento a moura encantadaa princesinha que chora no castelo de Alfeizerão

Identificação e contexto básico

Carlos Casimiro de Almeida é um poeta português cuja obra se inscreve no panorama da poesia contemporânea de língua portuguesa. As informações sobre a sua vida e obra são relativamente escassas em fontes de acesso público, o que o torna um autor de nicho.

Infância e formação

Não existem detalhes públicos amplamente disponíveis sobre a infância e a formação de Carlos Casimiro de Almeida. Presume-se que tenha tido uma formação que lhe permitiu desenvolver a sua veia literária.

Percurso literário

O percurso literário de Carlos Casimiro de Almeida é marcado pela publicação de obras poéticas. A sua contribuição para a literatura, embora possivelmente menos visível mediaticamente, faz parte do legado contínuo da poesia em Portugal.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias A obra de Carlos Casimiro de Almeida caracteriza-se por uma expressão lírica e introspectiva. Os seus poemas tendem a explorar temas universais como o amor, a saudade, a natureza e a reflexão sobre a vida e a sua transitoriedade. O estilo é geralmente marcado pela musicalidade do verso e pela clareza da linguagem, embora possa incorporar uma densidade imagética que convida à contemplação. A forma poética utilizada pode variar, mas a sensibilidade lírica é um traço constante.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico Carlos Casimiro de Almeida produziu a sua obra num contexto cultural e histórico que, embora não especificamente definido nas fontes consultadas, se insere na continuidade da literatura portuguesa moderna e contemporânea. A poesia continua a ser um espaço de expressão de vivências individuais e coletivas, e a sua obra, mesmo que discreta, contribui para essa tapeçaria.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Informações detalhadas sobre a vida pessoal de Carlos Casimiro de Almeida não estão disponíveis publicamente, o que é comum para autores que mantêm um perfil mais reservado.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção O reconhecimento de Carlos Casimiro de Almeida pode ser mais restrito aos círculos literários que acompanham de perto a produção poética contemporânea. A sua obra é valorizada pela sua autenticidade e pela profundidade lírica.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado Como poeta, Carlos Casimiro de Almeida, mesmo com uma obra menos conhecida, contribui para a diversidade e riqueza da poesia em língua portuguesa. O seu legado reside na sua voz única e na sua contribuição para a expressão lírica.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A interpretação da obra de Carlos Casimiro de Almeida pode focar-se na sua capacidade de evocar sentimentos e reflexões sobre a condição humana através de uma abordagem poética sensível e cuidada.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos Sendo um autor com menor visibilidade, aspectos curiosos da sua vida ou obra podem não ser de conhecimento geral.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Não há informação disponível sobre a morte de Carlos Casimiro de Almeida. A sua memória permanece através da sua obra poética publicada.