Regresso à terra
Cheguei de longe...E agora eis-me cativo
Da terra, a terra antiga que produz
O pão de cada dia - e, envolta em luz,
Comunga o corpo e o sangue de Deus vivo.
Como herdado de um homem primitivo,
Meu coração o seu falar traduz;
Junto dela, com a alma e os olhos nús
De sombras dolorosas, eu revivo!
Das minhas ambições, dessas quimeras,
Que amparam e arruínam como as heras,
Nada conservo, nada me seduz....
Na humildade cristã das ervas raras,
Soergo os braços ao céu, cuido ter asas:
Já não os sinto presos a uma cruz!