Lista de Poemas

Em geral, a clemência dos príncipes não é senão uma política para conquistar a afeição dos povos.

 

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Por mais cuidado que tomemos em acobertar as paixões com as aparências de devoção e honra, elas sempre aparecem através desses véus.

 

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Com mais impaciência nosso amor-próprio sofre a condenação de nossos gostos que de nossas opiniões.

 

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Essa clemência que apresentamos como virtude se pratica ora por vaidade, às vezes por preguiça, muitas vezes por medo, e quase sempre pelas três razões juntas.

 

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A moderação das pessoas felizes vem da calma que a boa fortuna confere a seus humores.

 

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As paixões costumam gerar outras que lhes são contrárias. A avareza produz às vezes a prodigalidade, e a prodigalidade a avareza; em geral somos firmes por fraqueza e audaciosos por timidez.

 

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Todos nós temos força suficiente para suportar os males do outro.

 

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Os que condenamos ao suplício fingem às vezes uma constância e um desprezo pela morte que na verdade é apenas o medo de encará-la. De modo que se pode dizer que essa constância e esse desprezo são para seu espírito o que a venda é para seus olhos.

 

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A filosofia facilmente vence os males passados e futuros. Mas os males presentes a vencem.

 

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Poucos conhecem a morte. Em geral não a sofremos por resolução, mas por estupidez e por costume; e a maioria dos homens morre porque não pode deixar de morrer.

 

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