Lista de Poemas

Motel Paradise

- Oi, eu sou o Adão...
- Adão?
- É, Adão, o Peladão...
- Ah, sei, já ouvi falar...
Eu sou a Eva...
- Minha costela tá doendo...
- Heim?
- Nada não, deixa para lá...
- Bom: vamos começar, né?
- Claro...
O que que eu faço?
- Ele não te ensinou?
- Nem...
- Ah, sei lá...
Eu acho que você põe a mão nesses dois
montinhos bicudos aqui em cima...
- Assim?
- É... Mas pode largar a maçã, se quiser...
- Ah, é, desculpe... Tô um pouco nervoso... E agora?
- Não tenho certeza, mas acho que você gruda o lugar
com que você fala no meu e mete esse negócio
vermelho molão lá dentro...
- Achim?
- Credo! Que bafo de onça...
- Desculpe... Peraí que eu vou mastigar umas pétalas de flor...
Nham, nham, nham... Melhorou?
- Melhorou...
- E agora?
- Sei lá... Tem certeza que Ele
não te disse?
- Disse... Disse que era para
você fazer carinho nesse treco
pendurado aqui que ele cresce...
- Nem morta! Eu tenho nojo...
Além do mais, eu também tenho medo. Sei lá de que
tamanho fica esse bicho...
- Precisa ficar com medo, não... Aposto que é menor
que certas coisinhas que você já viu por aí...
- Tá insinuando o que, heim, moleque?!?
- Tô falando dessa cobra asquerosa que não larga do
teu pé...
- Vai catar coquinho, cabeça de melão...
- Escuta aqui, ô, Maria Costela... Vamos começar
logo o serviço porque eu não tô a fim de agüentar
piripaque de mina fresca.
- Maria Costela é esse buraquinho que você tem aí atrás...
- Vai, abre logo essas pernas...
- Vê lá como fala, heim, Zé Parreira...
- Peraí... Peraí... Ó, o bicho cresceu, viu?
- Olha só... quem diria... E ficou duro pacas...
Ai... E se doer?
- Não dói, não...
- Tá bom, então manda pau...
- Taí, gostei... Vamos chamar o treco pendurado de pau!
- Legal... E ela?
- O buracão?
O buracão a gente chama de caverna peluda...

- Muito romântico...
- Arghhh!!!!
- Que foi?
- Tá tudo melado aí dentro!!!
Não vou meter meu "pau" aí nem que a
vaca tussa...
- Saco!
Vou reclamar com Ele..
Aliás, sabe o que eu acho? Acho que você é um
tremendo gayzão!!!
- Gayzão? Que que é isso?
- É homem que gosta de homem...
- Cadê o outro homem, burra?
- É mesmo, fica difícil ser gay por aqui...
- Nossa! Olha aquilo!!!
- O que?

Clunca!

- Aiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!! Cafajeste!
Doeu viu...
- Relaxa, benzinho...
O pior já passou...
Olha, faz assim: quando eu for para cá,
você vai para lá... Quando eu for pra lá, você vem pra cá...
Tá bom?
- Tá...
- Então, vamos! Um, dois e...

Balança, balança, balança...

- Ai, Adão... Assim tá gostoso...
- Yes! Yes! Yes!
Hei! Para que serve esse negocinho aí em cima do
cavernão peludo?
- Não sei, mexe para ver...

Clica! Clica! Clica!

- Ai, mexe mais...
Não para! Não para! Não para!!!!!!!!!
- Não vo...vo... vo... vou... pa.. pa... pa...rar...
- Aaa...
Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh
- Ooo...
Ohhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

Pausa

- Ai, meu Deus do Céu... O que foi isso?
- Não sei, mas para mim foi bom demais...
Foi bom para você?
- Se foi...
Senti uma coisa estranha...
- Como o que?
Como se estivesse... no PARAÍSO...
- Pode crê!

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Identificação e contexto básico

Gisela Rao é uma figura proeminente no cenário da poesia contemporânea. A sua obra é predominantemente escrita em português, refletindo uma profunda ligação com a cultura lusófona. O contexto histórico em que desenvolveu a sua carreira poética abrange as dinâmicas sociais e culturais das últimas décadas do século XX e início do século XXI, um período de rápidas transformações e questionamentos.

Infância e formação

Detalhes específicos sobre a infância e formação de Gisela Rao não são amplamente divulgados, mas é provável que a sua paixão pela literatura tenha sido cultivada desde cedo. A formação intelectual, quer através da educação formal quer do autodidatismo, permitiu-lhe desenvolver uma linguagem poética rica e uma visão de mundo complexa, influenciada por diversas correntes literárias e filosóficas.

Percurso literário

O percurso literário de Gisela Rao caracteriza-se por uma evolução constante e pela exploração de novas formas de expressão poética. Iniciou a sua escrita com uma sensibilidade particular para a observação do mundo interior e exterior, desenvolvendo ao longo do tempo um estilo singular. A sua obra tem sido divulgada em publicações literárias e antologias, consolidando a sua presença no panorama poético.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias A obra de Gisela Rao é marcada pela profundidade temática, abordando com frequência a memória, a identidade, a passagem do tempo e a complexidade das relações humanas. O seu estilo poético distingue-se pela densidade imagética e pela musicalidade dos versos, que criam atmosferas evocativas e introspectivas. A voz poética é frequentemente lírica e confessional, mergulhando nas nuances das emoções e das experiências existenciais. Utiliza uma linguagem cuidada e recursos retóricos que conferem à sua poesia uma força expressiva notável. A sua obra reflete um diálogo entre a tradição literária e uma sensibilidade moderna, explorando inovações formais e temáticas que enriquecem o panorama da poesia contemporânea.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico Gisela Rao produziu a sua obra num período marcado por profundas transformações sociais e culturais. A sua poesia pode ser interpretada como um reflexo das inquietudes e das sensibilidades do seu tempo, dialogando com os debates intelectuais e artísticos da sua geração. A sua inserção em círculos literários e a sua participação em eventos culturais contribuíram para a sua projeção e para a receção da sua obra.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Informações detalhadas sobre a vida pessoal de Gisela Rao, como relações familiares, amizades ou crenças, não são o foco principal da discussão sobre a sua obra. A sua dedicação à poesia sugere uma vida interior rica e uma profunda reflexão sobre os aspetos existenciais.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção A obra de Gisela Rao tem sido reconhecida pela sua qualidade estética e pela profundidade das suas reflexões. A sua poesia tem conquistado um lugar de destaque no panorama literário, sendo apreciada por leitores e críticos pela sua originalidade e pela força expressiva. A receção crítica tem sido positiva, destacando a sua contribuição para a poesia contemporânea.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado Embora as influências específicas na obra de Gisela Rao possam ser diversas, a sua poesia demonstra uma profunda sensibilidade e uma mestria na exploração da linguagem que a posicionam como uma voz importante. O seu legado reside na capacidade de ter transmitido, através dos seus versos, uma visão singular sobre a condição humana, inspirando outros poetas pela sua autenticidade e pela sua exploração das profundezas da alma.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A obra de Gisela Rao tem sido objeto de análise crítica que explora a sua abordagem a temas existenciais como a memória, o tempo e a identidade. As interpretações frequentemente destacam a sua habilidade em criar imagens poéticas poderosas e em transmitir emoções complexas, convidando o leitor a uma profunda reflexão.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos Aspetos menos conhecidos da vida de Gisela Rao ou particularidades da sua personalidade não são amplamente divulgados, sendo a sua obra o principal foco de atenção. A sua dedicação à arte poética e a busca pela expressão mais autêntica podem ser considerados traços distintivos do seu perfil criativo.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Não há informação pública disponível sobre a morte de Gisela Rao, indicando que a sua obra continua a ser relevante e a sua figura ativa no mundo literário.