Lista de Poemas

Marfim, mármore, berloques, estátuas tirrenas, pinturas, prataria, roupas tingidas de púrpura getuliana, muitos passam sem tais coisas, outros sequer se importam.

 

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Não faço elogio ao sono da plebe nem troco meu ócio pelos tesouros da Arábia.

 

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Todo aquele que escolhe a áurea mediana está livre dos cuidados de um teto miserável, e não inveja, sóbrio, os esplendores dos palácios. Acometidos pela tempestade, o alto pinheiro é agitado pelos ventos, as mais elevadas torres desmoronam com estrondo e os cimos dos montes são feridos pelos raios.

 

25

O fracasso descobre o gênio; o sucesso esconde-o.

 

34

Ergui um monumento mais duradouro que o bronze, mais elevado que as pirâmides dos reis. Nem a chuva cortante nem o vento devastador; nem a seqüência inumerável dos anos nem a passagem das eras conseguirão destruí-lo. Não morrerei de todo, pois de Libitina [deusa da morte] grande parte de mim escapará.

 

30

Suporá alguém que os analfabetos tenham mais dificuldade em ter ereções?

 

34

Por meios honestos se você conseguir, mas por quaisquer meios faça dinheiro.

 

35

Se nenhuma quantidade de água conseguisse matar sua sede, você consultaria um médico. Que dizer do fato de que, quanto mais você possui, mais você quer? Não seria o caso de buscar aconselhamento?

 

13

Em conseqüência da cobiça invejosa, poucos são os que podem dizer que tiveram uma vida feliz. [...] Será mesmo necessário que todos, por causa da ganância, vivam contrariados consigo mesmos e invejosos dos que têm outras ocupações?

 

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Horácio nasceu em 8 de dezembro de 65 a.C. em Venosa (Venúsia), na Apúlia, sul da Itália, filho de um liberto. Recebeu uma educação esmerada em Roma e, posteriormente, estudou filosofia em Atenas. Lutou ao lado de Bruto na Batalha de Filipos em 42 a.C., após a qual perdeu suas propriedades. De volta a Roma, dedicou-se à poesia, sendo logo notado por Mecenas, influente patrono das artes e amigo de Augusto. Sob o patrocínio de Mecenas, Horácio produziu a maior parte de sua obra, incluindo os Epodos, as Sátiras (Livros I e II), as Odes (Livros I-III) e as Epístolas. Suas Odes são consideradas o ápice de sua poesia, com grande variedade métrica e temática, abordando desde exaltações patrióticas e temas amorosos até reflexões filosóficas sobre a transitoriedade da vida e a busca pela tranquilidade (ataraxia), expressas no famoso lema "Carpe diem" (aproveita o dia). As Sátiras oferecem um retrato irônico e crítico dos costumes romanos, enquanto as Epístolas, como a "Arte Poética", contêm reflexões importantes sobre literatura e crítica literária. Horácio faleceu em 27 de novembro de 8 a.C., em Roma. Sua influência sobre a poesia ocidental é imensa, sendo admirado por sua mestria formal, seu equilíbrio entre o pessoal e o universal, e sua sabedoria serena.