Liz Christine

Liz Christine

1926–2011 · viveu 84 anos PT PT

Liz Christine é uma poetisa contemporânea cuja obra se destaca pela exploração de temas como o amor, a efemeridade da vida e a busca por identidade em um mundo em constante mudança. Sua poesia, muitas vezes marcada por um tom confessional e introspectivo, utiliza uma linguagem acessível e carregada de imagens sensoriais. A autora transita entre o pessoal e o universal, convidando o leitor a uma profunda reflexão sobre as emoções e as experiências humanas. Sua escrita reflete as sensibilidades e as inquietações da geração atual.

n. 1926-10-31, Leeds · m. 2011-10-29, Leeds

31 138 Visualizações

Inverno

Erotismo eterno
Demônios de inverno
Copulando em minha mente
Meu corpo sente
Arrepios me percorrendo
Isso dói... Mas não pare
Meu corpo precisa
De você me aquecendo

Ler poema completo
Biografia

Identificação e contexto básico

Liz Christine é uma poetisa contemporânea. Sua produção literária tem ganhado destaque no cenário atual, com uma obra que dialoga com as inquietações e sensibilidades da contemporaneidade. A autora aborda temas universais através de uma perspectiva pessoal e reflexiva.

Infância e formação

Informações detalhadas sobre a infância e a formação de Liz Christine não são amplamente divulgadas em fontes públicas. No entanto, é possível inferir que sua sensibilidade poética e sua visão de mundo foram moldadas por leituras e experiências que a levaram a se expressar através da literatura, possivelmente com influências de correntes literárias contemporâneas e de um engajamento com as artes.

Percurso literário

O percurso literário de Liz Christine se desenvolveu no contexto da literatura contemporânea, com a publicação de suas obras em plataformas digitais e físicas, além de sua participação em eventos literários e antologias. Sua escrita evolui com a experiência, explorando diferentes nuances de sua voz poética e aprofundando seus temas preferidos. A autora também pode ter atuado como crítica ou curadora em projetos literários.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias A obra de Liz Christine é caracterizada por um lirismo confessional e introspectivo. Os temas centrais incluem o amor em suas diversas facetas, a passagem do tempo, a busca por autoconhecimento e a reflexão sobre a condição humana na sociedade moderna. Seu estilo é marcado pela clareza da linguagem, pela força das imagens poéticas e pela musicalidade do verso, frequentemente utilizando o verso livre. A voz poética é pessoal, mas ressoa com experiências universais. A autora estabelece um diálogo com a tradição, ao mesmo tempo em que se insere nas experimentações da poesia contemporânea.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico Liz Christine insere-se no contexto da produção literária contemporânea, marcada pela diversidade de vozes e pela influência das novas tecnologias de comunicação. Sua obra reflete as preocupações e os debates da sociedade atual, como a busca por identidade, as relações interpessoais na era digital e as questões existenciais. Ela dialoga com outros artistas e produtores culturais de sua geração, participando de um cenário dinâmico e em constante transformação.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Informações específicas sobre a vida pessoal de Liz Christine, como relações familiares, crenças ou posições políticas, não são amplamente detalhadas em suas biografias públicas. Contudo, a natureza confessional de sua poesia sugere uma profunda exploração de suas vivências e sentimentos, indicando um mergulho em suas experiências internas para a criação literária.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção Liz Christine tem conquistado reconhecimento no meio literário contemporâneo, especialmente entre o público jovem e os apreciadores de poesia que se identificam com sua linguagem e seus temas. Sua obra é divulgada em plataformas digitais, redes sociais e em publicações impressas, alcançando um público crescente. O reconhecimento se dá pela originalidade de sua voz e pela capacidade de tocar em questões relevantes para os leitores de sua geração.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado As influências de Liz Christine podem abranger uma gama variada de poetas e escritores contemporâneos, assim como outras formas de arte. Seu legado reside na contribuição para a poesia contemporânea com uma voz autêntica e sensível, que aborda temas relevantes para a juventude e para a sociedade atual. Ela inspira outros jovens autores a explorarem suas próprias experiências e a encontrarem na escrita um meio de expressão e reflexão.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A obra de Liz Christine convida a interpretações que exploram a interseção entre a subjetividade e a experiência coletiva. Sua poesia permite analisar as dinâmicas das relações humanas na contemporaneidade, a busca por autenticidade e a forma como lidamos com a efemeridade da vida. As análises críticas podem se debruçar sobre a força de suas imagens e a capacidade de evocar emoções no leitor.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos Aspectos menos conhecidos da obra ou da personalidade de Liz Christine podem estar relacionados ao seu processo criativo, aos seus hábitos de escrita ou a episódios que a inspiraram. A divulgação de manuscritos, diários ou correspondências, caso existam e sejam publicadas, poderia revelar detalhes inéditos sobre sua jornada como escritora e sua visão de mundo.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Por ser uma autora contemporânea e em plena atividade, a morte e a memória póstuma de Liz Christine não são, neste momento, um tópico a ser abordado. Sua trajetória literária ainda está em construção, e sua obra continua a ser produzida e a ganhar novos desdobramentos.

Poemas

25

Meu brinquedo

Você quer me algemar?
Me desnudar
Me cobrir
Com beijos
Em seu olhar
Faíscam desejos
Quero te amar
Sem medo
Quero ser
Seu brinquedo
Quero te ver
Me desvendando
Me fudendo
Com amor
Estou nua
Te dizendo
Sem pudor
Me possua
Me ame sem medo
E seja meu brinquedo

1 134

Romantismo

não desejo sua dor...
assistir o seu prazer
me faz descobrir...
você é meu amor
preciso te fazer...
e quero te ver
bem, alegre, satisfeito...
seu prazer me diz respeito
porque minha satisfação...
depende
da sua realização...
entende?

Meu romantismo
é o mais puro egoísmo...

Quero te ver realizado
Meu amor apaixonado
Não por você, mas por mim
Porque isso me dá prazer, só por isso... prazer,
prazer é o meu sentido! O que me guia, inspiração,
poesia, tesão, sexo... você é minha doce paixão!

1 077

Eu e meu Pom-Pom

Me afogo quando te vejo
Apaixonada...
Afogada em espuma
Amaciando meu desejo
Eu e meu Pom-pom
É áspero o tesão... o tesão...
Provoca uma profunda esfoliação
Mas isso é bom... isso é tão bom!

Sabonete de criança
Pom-Pom, Johnsons, Dove baby,
Bebederme, ah, baby!
E o desejo avança, avança...
Até que ele... você... alcança...
Com suavidade, espuma, ingenuidade
Esse sabonete me acaricia...
E se converte em poesia...
Porque ele, você, sabonete...
É puro desejo, infantil deleite!

Que a espuma me invada
Mergulhada, dominada, ensaboada

Meu pom-pom... eu desejo a limpeza
Suavize minha pele e me dê a certeza...
Pois minha cobertura é a falsa frieza

Amacie meus medos
E percorra meus segredos

Baby, me invada...
O medo é infantil, e talvez eu seja...
Uma mulher afogada
E o desejo continua...
Ou uma criança apaixonada
Avançando, assustada
Amaciando, me revelando...

Divida comigo... seu, nosso, sabonete
É suave essa paixão
Não provoca irritação
E é puro deleite!

1 132

Meu chocolate

Ao leite ou derretido
Com passas ou crocante
Puro ou pervertido
Com recheio
É excitante
Eu saboreio
Te mordo
E meu corpo todo
Lambuzada
Chocolate
Fina arte
Transformada
Misturada
Ao sabor supremo
Meu chocolate
Meu veneno
Você é arte
Só você extermina
Minha melancolia
Você, serotonina
Que me vicia

979

Juvenal

(Juvenal em minha cama)

Cabelo molhado, meu travesseiro reclama...
Um urso apaixonado em minha cama...
E eu viajo e me acho... Deitada, desejando...
Se você fosse esse ursinho que estou abraçando...
Que estou sentindo... sobre mim, urso da coca-cola
me cobrindo... Minha nudez, e esse calor...
Calor, despenteada pelo ventilador,
deitada, meu cabelo continua molhado...
E esse urso deitado...
Sobre o meu corpo, crescendo o calor, me tirando...
O sono, e ansiando... A sua presença, apareça...
Meu urso da coca-cola precisa dormir...
E eu preciso te sentir... Entrando...
Nesse quarto, nessa sauna, deitando...
Ao meu lado? Não, no chão... E meu cabelo continua molhado... Evaporação, concentração... Preciso diluir essa paixão... Disfarçando com bobeiras o conteúdo, misturando tudo...
Vem me possuir nesse chão... Me tire da cama...
É o meu urso quem te chama...

(Meu ursinho Juvenal)

E Juju me alivia
Meu ursinho confidente
Me abraça, só me faça
Perdidamente
Equilibrada
Aprisionada
Livremente
Estou te usando
Para escrever
Abusando
Pobre Juvenal
Quero te ver
Falando
Ursinho passional
Me domina
Fale, Juvenal
Defina
Esse sentimento
Que ilumina
Que se faz alimento
Que me gera poesia
Me esvazia
Extravazar

Amar
É o mais belo caminho
Para se encontrar
Perdida
Meu ursinho
Sem medo, sem pudor
Envolvida
Escrevo por impulso
Por você, amor
E amo meu urso
E quero ser fudida
Te encontrar, eu perdida
Me fode, me possua
Você sabe que sou sua

(Juvenal II)

Meu melhor amigo
Meu ursinho
É fofo comigo
Mas prefiro
Seu carinho
E respiro
Tristemente
Você ausente
Por impulso
Beijo ardente
Me abraça
Beijei meu urso
Não me faça
Sentir
Falta de calor
Humano e rir
Rir e sentir
Existe amor?
Juvenal
Diz que é real
Sim, existe
E só faz bem
Não resiste
Amor, vem...

1 128

Matando

Eu passional
Eu criando
Você, você, eu mal
Consigo assistir
Eu desenhando
Aula, aula, preciso fugir
Que saco, eu desenho
Seu corpo, eu tenho
Que sentir

Paixão! Criação!

Seu beijo em meu pescoço
Uma mordida
Meus lábios
Seduzida
Delirando
Tão sábios
Sabem, os seus, me fazem
Eu gozando

Aula chata!
Não acaba, não mata
Minha fome de você

Amo, minha fome
É o desejo que me consome
E preciso fugir Matar
Aula e me alimentar
Porque já estou quase desmaiando
De fome, imaginando...

Ao leite ou derretido
Com passas ou crocante
Puro ou pervertido
Com recheio
É excitante
Eu saboreio
Te mordo
E meu corpo todo
Lambuzada
Chocolate
Fina arte
Transformada
Misturada
Ao sabor supremo
Meu chocolate
Meu veneno
Você é arte
Só você extermina
Minha melancolia
Você, serotonina
Que me vicia

866

Apaixonada

Como posso me sentir
Ridicularizada
Por estar apaixonada?
Tenho mais é que sorrir
Porque o amor é tão lindo
Mesmo quando não correspondido
E não mais temo
Esse amor que tenho
Porque é maravilhoso
Desejar
E ser amado
E delicioso
No simples beijar
Eletrizado, extasiado
Sorrindo e repetindo
Esse amor, paixão, tem nome

E se digo palavrões
E se chego a escrever
Algumas baixarias
É pela intensidade das emoções
E se falo em fuder
É porque doces poesias
Belos poemas declamados
Não podem traduzir
A intensidade dos apaixonados
Palavras formais
Me fode com violência
Tesão, sadismo
E indecência
Te amo demais
Te amo com paixão
É assim meu romantismo
Meu doce, sincero palavrão
Te amo com tesão
Amo, amo e chamo
Venha me fuder
Venha me dizer
Que me ama
De verdade
E que sou sua putana
Com total fidelidade

Fidelidade
É sempre dizer
A verdade
E você já deve saber
Que é minha única paixão
E está tão além do simples tesão

Você é tesão complexo
Mais que sexo
É amor único
Te amo, te amo e te chamo
Venha me fuder
Venha me satisfazer
Venha me completar
Só você pode me penetrar
E só você eu posso amar

1 159

Plágio

Puta que pariu
Que vazio imbecil
Este poema fede
Mas meu humor impede
Algo mais sutil
Não sei o motivo
Desse mal progressivo
Cresce a cada dia
Sujando minha poesia
Me sinto mal
incompleta e desigual

Não sei o que quero
E farei um plágio sincero
Não um plágio, uma adaptação
É minha visão
De um poema conhecido
Adorado e adaptado
À minha realidade
atual de confusão
e perplexidade

Vou-me embora pro Puteiro
Sexo sem amor
Preciso de dinheiro
O país está um horror
Minha mãe não mais aguenta
Meu pai não me sustenta
Poesia não alimenta
Nada, além do desejo de viver
E viver me atormenta
Só homens vou atender
Assim nunca vou me apaixonar
Vou trepar sem beijar

1 194

Chuva

chove
lá fora
me fode
agora
com amor
sem pudor
barulho que cai
a gota me atrai
molhados
chovendo
pelo prazer
apaixonados
continue a fazer

e chove
trovão
e fode
paixão
e chove
na rua
me fode
estou nua

e chove
tira a meia
e fode
me despenteia
e chove molhado
seu pé está gelado
chega de prosa
você me aquece
vai, enlouquece
vem e goza

1 325

Madrugada

Comer de madrugada
é um ato sublime!
E clandestino.
Como um machão lendo gibi do Cascão

Solitário como masturbação
Nós e estômago
Nós, uma mão
Comer de madrugada
Cair de boca
em comida gelada

À procura de leite condensado
Capuccino com chantilly misturado
Biscoito de morango recheado
Doce-de-leite saboreado
Humm!...
isto dá... tesão...

e nada mais Madrugada
sensação apaixonada
Que a paixão!

851

Videos

50

Comentários (0)

Partilhar
Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.