Meu brinquedo
Você quer me algemar?
Me desnudar
Me cobrir
Com beijos
Em seu olhar
Faíscam desejos
Quero te amar
Sem medo
Quero ser
Seu brinquedo
Quero te ver
Me desvendando
Me fudendo
Com amor
Estou nua
Te dizendo
Sem pudor
Me possua
Me ame sem medo
E seja meu brinquedo
Orgia
Gemidos
Sussurro
Lábios, pele, beijo
Em seus ouvidos
Ainda procuro
Como descrever o que vejo?
O que sinto ao te ver
Em meio a essa orgia
Nunca quis te pertencer
Tão livre, e você nem sabia
Tudo que poderia
Encontrar
Experimentar
Em si mesma, você
Minha nudez
Meu prazer
Você vê
Um engano? Talvez
Eu queira ser
Sua, talvez, eu nem sei
O que eu senti?
Ao te ver me olhando
Você beijando alguém
Uma pessoa gemendo
E eu gozando
Quero o seu beijo, vem
Estou dizendo
Sussurrando
Meus lábios te procurando
E outro corpo me domina
Outra língua me fascina
Vários corpos, sua mão
E eu tento dizer
Eu te amo
Amo sua mão
Mas você nem vai saber
Que era pra você que eu falei
E foi então
Nesse exato momento
Que escutei
Algum pensamento
Alguém pensando em voz alta
"aquela ali, a ruivinha
a ruivinha é a mais tarada"
Eu, tarada?
Nem vou responder
Te amo calada
E nem vou me arrepender
De estar te pervertendo
Você não era assim
Se liberte em mim
Amor, orgia
Talvez algum dia
Você saiba que eu sentia
Eu e meu Pom-Pom
Me afogo quando te vejo
Apaixonada...
Afogada em espuma
Amaciando meu desejo
Eu e meu Pom-pom
É áspero o tesão... o tesão...
Provoca uma profunda esfoliação
Mas isso é bom... isso é tão bom!
Sabonete de criança
Pom-Pom, Johnsons, Dove baby,
Bebederme, ah, baby!
E o desejo avança, avança...
Até que ele... você... alcança...
Com suavidade, espuma, ingenuidade
Esse sabonete me acaricia...
E se converte em poesia...
Porque ele, você, sabonete...
É puro desejo, infantil deleite!
Que a espuma me invada
Mergulhada, dominada, ensaboada
Meu pom-pom... eu desejo a limpeza
Suavize minha pele e me dê a certeza...
Pois minha cobertura é a falsa frieza
Amacie meus medos
E percorra meus segredos
Baby, me invada...
O medo é infantil, e talvez eu seja...
Uma mulher afogada
E o desejo continua...
Ou uma criança apaixonada
Avançando, assustada
Amaciando, me revelando...
Divida comigo... seu, nosso, sabonete
É suave essa paixão
Não provoca irritação
E é puro deleite!
Juvenal
(Juvenal em minha cama)
Cabelo molhado, meu travesseiro reclama...
Um urso apaixonado em minha cama...
E eu viajo e me acho... Deitada, desejando...
Se você fosse esse ursinho que estou abraçando...
Que estou sentindo... sobre mim, urso da coca-cola
me cobrindo... Minha nudez, e esse calor...
Calor, despenteada pelo ventilador,
deitada, meu cabelo continua molhado...
E esse urso deitado...
Sobre o meu corpo, crescendo o calor, me tirando...
O sono, e ansiando... A sua presença, apareça...
Meu urso da coca-cola precisa dormir...
E eu preciso te sentir... Entrando...
Nesse quarto, nessa sauna, deitando...
Ao meu lado? Não, no chão... E meu cabelo continua molhado... Evaporação, concentração... Preciso diluir essa paixão... Disfarçando com bobeiras o conteúdo, misturando tudo...
Vem me possuir nesse chão... Me tire da cama...
É o meu urso quem te chama...
(Meu ursinho Juvenal)
E Juju me alivia
Meu ursinho confidente
Me abraça, só me faça
Perdidamente
Equilibrada
Aprisionada
Livremente
Estou te usando
Para escrever
Abusando
Pobre Juvenal
Quero te ver
Falando
Ursinho passional
Me domina
Fale, Juvenal
Defina
Esse sentimento
Que ilumina
Que se faz alimento
Que me gera poesia
Me esvazia
Extravazar
Amar
É o mais belo caminho
Para se encontrar
Perdida
Meu ursinho
Sem medo, sem pudor
Envolvida
Escrevo por impulso
Por você, amor
E amo meu urso
E quero ser fudida
Te encontrar, eu perdida
Me fode, me possua
Você sabe que sou sua
(Juvenal II)
Meu melhor amigo
Meu ursinho
É fofo comigo
Mas prefiro
Seu carinho
E respiro
Tristemente
Você ausente
Por impulso
Beijo ardente
Me abraça
Beijei meu urso
Não me faça
Sentir
Falta de calor
Humano e rir
Rir e sentir
Existe amor?
Juvenal
Diz que é real
Sim, existe
E só faz bem
Não resiste
Amor, vem...
Meu chocolate
Ao leite ou derretido
Com passas ou crocante
Puro ou pervertido
Com recheio
É excitante
Eu saboreio
Te mordo
E meu corpo todo
Lambuzada
Chocolate
Fina arte
Transformada
Misturada
Ao sabor supremo
Meu chocolate
Meu veneno
Você é arte
Só você extermina
Minha melancolia
Você, serotonina
Que me vicia
Matando
Eu passional
Eu criando
Você, você, eu mal
Consigo assistir
Eu desenhando
Aula, aula, preciso fugir
Que saco, eu desenho
Seu corpo, eu tenho
Que sentir
Paixão! Criação!
Seu beijo em meu pescoço
Uma mordida
Meus lábios
Seduzida
Delirando
Tão sábios
Sabem, os seus, me fazem
Eu gozando
Aula chata!
Não acaba, não mata
Minha fome de você
Amo, minha fome
É o desejo que me consome
E preciso fugir Matar
Aula e me alimentar
Porque já estou quase desmaiando
De fome, imaginando...
Ao leite ou derretido
Com passas ou crocante
Puro ou pervertido
Com recheio
É excitante
Eu saboreio
Te mordo
E meu corpo todo
Lambuzada
Chocolate
Fina arte
Transformada
Misturada
Ao sabor supremo
Meu chocolate
Meu veneno
Você é arte
Só você extermina
Minha melancolia
Você, serotonina
Que me vicia
Apaixonada
Como posso me sentir
Ridicularizada
Por estar apaixonada?
Tenho mais é que sorrir
Porque o amor é tão lindo
Mesmo quando não correspondido
E não mais temo
Esse amor que tenho
Porque é maravilhoso
Desejar
E ser amado
E delicioso
No simples beijar
Eletrizado, extasiado
Sorrindo e repetindo
Esse amor, paixão, tem nome
E se digo palavrões
E se chego a escrever
Algumas baixarias
É pela intensidade das emoções
E se falo em fuder
É porque doces poesias
Belos poemas declamados
Não podem traduzir
A intensidade dos apaixonados
Palavras formais
Me fode com violência
Tesão, sadismo
E indecência
Te amo demais
Te amo com paixão
É assim meu romantismo
Meu doce, sincero palavrão
Te amo com tesão
Amo, amo e chamo
Venha me fuder
Venha me dizer
Que me ama
De verdade
E que sou sua putana
Com total fidelidade
Fidelidade
É sempre dizer
A verdade
E você já deve saber
Que é minha única paixão
E está tão além do simples tesão
Você é tesão complexo
Mais que sexo
É amor único
Te amo, te amo e te chamo
Venha me fuder
Venha me satisfazer
Venha me completar
Só você pode me penetrar
E só você eu posso amar
Chuva
chove
lá fora
me fode
agora
com amor
sem pudor
barulho que cai
a gota me atrai
molhados
chovendo
pelo prazer
apaixonados
continue a fazer
e chove
trovão
e fode
paixão
e chove
na rua
me fode
estou nua
e chove
tira a meia
e fode
me despenteia
e chove molhado
seu pé está gelado
chega de prosa
você me aquece
vai, enlouquece
vem e goza
Senha
será que um dia
encontro alguém
que ame poesia
e vá além
odeie hipocrisia
será que eu acho
quem adore se divertir
quem goste de sair
mas... diacho!
não encontrei
ainda
apenas sonhei
com alguém
que vai me completar
além
de me fazer gozar
alguém que tenha
a minha senha
a chave perdida
em algum lugar
da minha vida
Madrugada
Comer de madrugada
é um ato sublime!
E clandestino.
Como um machão lendo gibi do Cascão
Solitário como masturbação
Nós e estômago
Nós, uma mão
Comer de madrugada
Cair de boca
em comida gelada
À procura de leite condensado
Capuccino com chantilly misturado
Biscoito de morango recheado
Doce-de-leite saboreado
Humm!...
isto dá... tesão...
e nada mais Madrugada
sensação apaixonada
Que a paixão!