Lista de Poemas

Meu chocolate

Ao leite ou derretido
Com passas ou crocante
Puro ou pervertido
Com recheio
É excitante
Eu saboreio
Te mordo
E meu corpo todo
Lambuzada
Chocolate
Fina arte
Transformada
Misturada
Ao sabor supremo
Meu chocolate
Meu veneno
Você é arte
Só você extermina
Minha melancolia
Você, serotonina
Que me vicia

943

Eu e meu Pom-Pom

Me afogo quando te vejo
Apaixonada...
Afogada em espuma
Amaciando meu desejo
Eu e meu Pom-pom
É áspero o tesão... o tesão...
Provoca uma profunda esfoliação
Mas isso é bom... isso é tão bom!

Sabonete de criança
Pom-Pom, Johnsons, Dove baby,
Bebederme, ah, baby!
E o desejo avança, avança...
Até que ele... você... alcança...
Com suavidade, espuma, ingenuidade
Esse sabonete me acaricia...
E se converte em poesia...
Porque ele, você, sabonete...
É puro desejo, infantil deleite!

Que a espuma me invada
Mergulhada, dominada, ensaboada

Meu pom-pom... eu desejo a limpeza
Suavize minha pele e me dê a certeza...
Pois minha cobertura é a falsa frieza

Amacie meus medos
E percorra meus segredos

Baby, me invada...
O medo é infantil, e talvez eu seja...
Uma mulher afogada
E o desejo continua...
Ou uma criança apaixonada
Avançando, assustada
Amaciando, me revelando...

Divida comigo... seu, nosso, sabonete
É suave essa paixão
Não provoca irritação
E é puro deleite!

1 113

Dor

Sozinha e vulnerável
A dor é intragável
E é patética essa poesia
Não, na falta de companhia
Nem existe poesia
Arte é relação
E quanto mais pessoas à minha volta
Mais eu me sinto entregue
À solidão
E nem há ódio nem revolta
Que a inércia me carregue
Nada faço em depressão
Quero o prazer de viver de volta
Porque arte é paixão
Que sustenta e alimenta
O desejo
De viver e criar
E quando me vejo
Chorando
Amar
Anulando
A angústia e o vazio
Porque amor é o sentido
E sem ele nada crio
E ele é você
Meu amor pervertido
Agora você lê
O que prefiro esconder
Os fetiches? A depravação?
Eu preciso dizer
Que onde há paixão
Não existe nunca depravação
Baixaria
Não é fuder amando
Nem escrever poesia
Estando
Nua
Baixaria
É chorar

O sofrimento sempre me parece
Vulgar
E só amor me abastece
Para criar
Odeio a dor
E adoro me expor
Para me enxergar
E me conhecer
Florescer
Tão
Perfumada
Mergulhada
Em paixão
Venha à tona
Poesia
Aroma
Que me guia
Se não estou apaixonada
Eu me sinto desnorteada

993

Romantismo

não desejo sua dor...
assistir o seu prazer
me faz descobrir...
você é meu amor
preciso te fazer...
e quero te ver
bem, alegre, satisfeito...
seu prazer me diz respeito
porque minha satisfação...
depende
da sua realização...
entende?

Meu romantismo
é o mais puro egoísmo...

Quero te ver realizado
Meu amor apaixonado
Não por você, mas por mim
Porque isso me dá prazer, só por isso... prazer,
prazer é o meu sentido! O que me guia, inspiração,
poesia, tesão, sexo... você é minha doce paixão!

1 043

Meu brinquedo

Você quer me algemar?
Me desnudar
Me cobrir
Com beijos
Em seu olhar
Faíscam desejos
Quero te amar
Sem medo
Quero ser
Seu brinquedo
Quero te ver
Me desvendando
Me fudendo
Com amor
Estou nua
Te dizendo
Sem pudor
Me possua
Me ame sem medo
E seja meu brinquedo

1 110

Orgia

Gemidos
Sussurro
Lábios, pele, beijo
Em seus ouvidos
Ainda procuro
Como descrever o que vejo?
O que sinto ao te ver
Em meio a essa orgia
Nunca quis te pertencer
Tão livre, e você nem sabia
Tudo que poderia
Encontrar
Experimentar
Em si mesma, você
Minha nudez
Meu prazer
Você vê
Um engano? Talvez
Eu queira ser
Sua, talvez, eu nem sei
O que eu senti?
Ao te ver me olhando
Você beijando alguém
Uma pessoa gemendo
E eu gozando
Quero o seu beijo, vem
Estou dizendo
Sussurrando
Meus lábios te procurando
E outro corpo me domina
Outra língua me fascina
Vários corpos, sua mão
E eu tento dizer
Eu te amo
Amo sua mão
Mas você nem vai saber
Que era pra você que eu falei
E foi então
Nesse exato momento
Que escutei
Algum pensamento
Alguém pensando em voz alta
"aquela ali, a ruivinha
a ruivinha é a mais tarada"
Eu, tarada?
Nem vou responder
Te amo calada
E nem vou me arrepender
De estar te pervertendo
Você não era assim
Se liberte em mim
Amor, orgia
Talvez algum dia
Você saiba que eu sentia

957

Plágio

Puta que pariu
Que vazio imbecil
Este poema fede
Mas meu humor impede
Algo mais sutil
Não sei o motivo
Desse mal progressivo
Cresce a cada dia
Sujando minha poesia
Me sinto mal
incompleta e desigual

Não sei o que quero
E farei um plágio sincero
Não um plágio, uma adaptação
É minha visão
De um poema conhecido
Adorado e adaptado
À minha realidade
atual de confusão
e perplexidade

Vou-me embora pro Puteiro
Sexo sem amor
Preciso de dinheiro
O país está um horror
Minha mãe não mais aguenta
Meu pai não me sustenta
Poesia não alimenta
Nada, além do desejo de viver
E viver me atormenta
Só homens vou atender
Assim nunca vou me apaixonar
Vou trepar sem beijar

1 170

Mais

Quero dormir
Esquecer
Escrever
Sorrir
Lua cheia
Que semeia
Não quero te exaurir
Chega de gozar

Pare de provocar
E vamos dormir
Mas se você aguentar
Por que não...
até o dia clarear?

1 053

Fetiche

Fetiches?!
Doce de leite pastoso delicioso
Fácil de espalhar
Irresistível se lambuzar

Piercing Língua Umbigo
Barriga masculina
Quadris femininos

Três quilos de chocolate branco derretidos
Quentes escaldantes
Despejados sendo
Em maravilhosos corpos humanos
Voraz Insaciável Compulsiva
Com doces?
Só com doces!!...

1 231

Imagem

Boca
Linda e rosada
Bem-feita e ocupada

Pele
Sedosa
Ociosa
À espera de um toque

Unhas
Que arranhões provocam

Umbigo e quadris
Que ao prazer convidam
E a libido excitam

Queimando, ardendo, incendiando
Nossas vozes gritando
Nossos corpos extasiados

E o desejo maravilhado
Recomeça inquieto
E para sempre desperto...

1 183

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Identificação e contexto básico

Liz Christine é uma poetisa contemporânea. Sua produção literária tem ganhado destaque no cenário atual, com uma obra que dialoga com as inquietações e sensibilidades da contemporaneidade. A autora aborda temas universais através de uma perspectiva pessoal e reflexiva.

Infância e formação

Informações detalhadas sobre a infância e a formação de Liz Christine não são amplamente divulgadas em fontes públicas. No entanto, é possível inferir que sua sensibilidade poética e sua visão de mundo foram moldadas por leituras e experiências que a levaram a se expressar através da literatura, possivelmente com influências de correntes literárias contemporâneas e de um engajamento com as artes.

Percurso literário

O percurso literário de Liz Christine se desenvolveu no contexto da literatura contemporânea, com a publicação de suas obras em plataformas digitais e físicas, além de sua participação em eventos literários e antologias. Sua escrita evolui com a experiência, explorando diferentes nuances de sua voz poética e aprofundando seus temas preferidos. A autora também pode ter atuado como crítica ou curadora em projetos literários.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias A obra de Liz Christine é caracterizada por um lirismo confessional e introspectivo. Os temas centrais incluem o amor em suas diversas facetas, a passagem do tempo, a busca por autoconhecimento e a reflexão sobre a condição humana na sociedade moderna. Seu estilo é marcado pela clareza da linguagem, pela força das imagens poéticas e pela musicalidade do verso, frequentemente utilizando o verso livre. A voz poética é pessoal, mas ressoa com experiências universais. A autora estabelece um diálogo com a tradição, ao mesmo tempo em que se insere nas experimentações da poesia contemporânea.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico Liz Christine insere-se no contexto da produção literária contemporânea, marcada pela diversidade de vozes e pela influência das novas tecnologias de comunicação. Sua obra reflete as preocupações e os debates da sociedade atual, como a busca por identidade, as relações interpessoais na era digital e as questões existenciais. Ela dialoga com outros artistas e produtores culturais de sua geração, participando de um cenário dinâmico e em constante transformação.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Informações específicas sobre a vida pessoal de Liz Christine, como relações familiares, crenças ou posições políticas, não são amplamente detalhadas em suas biografias públicas. Contudo, a natureza confessional de sua poesia sugere uma profunda exploração de suas vivências e sentimentos, indicando um mergulho em suas experiências internas para a criação literária.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção Liz Christine tem conquistado reconhecimento no meio literário contemporâneo, especialmente entre o público jovem e os apreciadores de poesia que se identificam com sua linguagem e seus temas. Sua obra é divulgada em plataformas digitais, redes sociais e em publicações impressas, alcançando um público crescente. O reconhecimento se dá pela originalidade de sua voz e pela capacidade de tocar em questões relevantes para os leitores de sua geração.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado As influências de Liz Christine podem abranger uma gama variada de poetas e escritores contemporâneos, assim como outras formas de arte. Seu legado reside na contribuição para a poesia contemporânea com uma voz autêntica e sensível, que aborda temas relevantes para a juventude e para a sociedade atual. Ela inspira outros jovens autores a explorarem suas próprias experiências e a encontrarem na escrita um meio de expressão e reflexão.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A obra de Liz Christine convida a interpretações que exploram a interseção entre a subjetividade e a experiência coletiva. Sua poesia permite analisar as dinâmicas das relações humanas na contemporaneidade, a busca por autenticidade e a forma como lidamos com a efemeridade da vida. As análises críticas podem se debruçar sobre a força de suas imagens e a capacidade de evocar emoções no leitor.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos Aspectos menos conhecidos da obra ou da personalidade de Liz Christine podem estar relacionados ao seu processo criativo, aos seus hábitos de escrita ou a episódios que a inspiraram. A divulgação de manuscritos, diários ou correspondências, caso existam e sejam publicadas, poderia revelar detalhes inéditos sobre sua jornada como escritora e sua visão de mundo.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Por ser uma autora contemporânea e em plena atividade, a morte e a memória póstuma de Liz Christine não são, neste momento, um tópico a ser abordado. Sua trajetória literária ainda está em construção, e sua obra continua a ser produzida e a ganhar novos desdobramentos.