Mário Donizete Massari

Mário Donizete Massari

Mário Donizete Massari é um nome associado à produção literária, com destaque para a poesia. Sua obra explora a condição humana, a efemeridade do tempo e as complexidades das relações interpessoais, utilizando uma linguagem que mescla o coloquial e o erudito. Massari construiu uma trajetória marcada pela sensibilidade e pela reflexão sobre a existência, deixando um legado poético que ressoa pela profundidade de suas observações.

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Ópera do Operário

A ópera
do operário
é um grito sem fim.

É um grito de paz
a ópera do
operário
que é poeta.

Poeta
que rima
a dor à agonia
seu salário à família.

Operário
poeta maior
de todos os dias.

Poeta da vida

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Biografia

Identificação e contexto básico

Mário Donizete Massari é um poeta brasileiro. A sua obra poética insere-se no panorama da literatura contemporânea em língua portuguesa.

Infância e formação

Informações detalhadas sobre a infância e formação de Mário Donizete Massari não estão amplamente disponíveis na esfera pública, o que sugere um foco maior na sua produção literária do que em aspetos biográficos específicos. Presume-se que a sua educação tenha proporcionado o acesso à cultura e à linguagem literária.

Percurso literário

O percurso literário de Mário Donizete Massari é marcado pela publicação de obras poéticas que refletem sobre temas universais. A sua escrita demonstra uma evolução ao longo do tempo, explorando diferentes facetas da experiência humana.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias A obra de Mário Donizete Massari caracteriza-se pela exploração de temas como o amor, a morte, o tempo e a identidade. O seu estilo poético tende a equilibrar a expressão lírica com a profundidade reflexiva, utilizando recursos que tornam a sua poesia acessível e, ao mesmo tempo, instigante. A linguagem empregada busca uma musicalidade e uma densidade imagética que cativam o leitor. A obra de Massari dialoga com a tradição literária, mas também busca inovações na forma e no conteúdo, inserindo-se num contexto de busca por novas expressões poéticas na literatura contemporânea.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico Mário Donizete Massari insere-se no contexto cultural brasileiro contemporâneo, um período marcado por intensas transformações sociais, políticas e tecnológicas. A sua obra, ao abordar temas existenciais, reflete as preocupações e os questionamentos que permeiam a sociedade atual.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Detalhes sobre a vida pessoal de Mário Donizete Massari não são amplamente divulgados, focando-se a atenção pública na sua contribuição literária.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção O reconhecimento da obra de Mário Donizete Massari ocorre através da sua publicação e circulação entre leitores e críticos que apreciam a poesia contemporânea. A sua recepção é feita pela qualidade e profundidade das suas obras.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado Embora influências específicas não sejam detalhadas, a obra de Massari dialoga com a rica tradição poética em língua portuguesa. O seu legado reside na contribuição para o panorama poético contemporâneo, oferecendo uma voz reflexiva e sensível.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A obra de Mário Donizete Massari permite diversas interpretações, convidando o leitor a refletir sobre as questões fundamentais da existência humana. A poesia explora dilemas filosóficos e existenciais, incentivando um aprofundamento crítico.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos Devido à escassez de informações biográficas detalhadas, aspetos menos conhecidos da vida e obra de Mário Donizete Massari permanecem em grande parte inexplorados pelo público geral.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Não há registo público sobre a data de falecimento de Mário Donizete Massari, indicando que, até o momento, ele não é lembrado em termos de um legado póstumo específico.

Poemas

65

Das Dores

Anastácia
é simples como a noite
e ama João das Dores
filho de Dolores.

João lhe leva flores,
à noite
e chora suas dores.

A vida tá difícil
o amor tão escasso.

Trabalha no mercado
e em meio a tanta mercadoria,
sobre lhe apenas
a dura realidade

Alguns quilos de fadiga
muitos gramas de verdade.

João ama Anastácia,
é filho de Dolores
e em breve dividirá suas dores.

930

Lua

A lua louva
A loura menina
louca
A lavar a louça

É loura a louça
É louca a menina

Lua loura
Louca paixão
da menina

1 079

O Poeta

Olhou para o céu
Brincou com a lua
Apalpou as estrelas

Subiu nos montes
Alcançou o horizonte
Emergiu na loucura

Saciou a sede
na mais linda e pura
fonte da vida

Esperou amanhecer
e para o orvalho gelado
Disse bom dia

"Nasceu a poesia"

936

Muro

No povo
vejo o mundo

Vejo o mundo
como um muro,

que separa o homem
do próprio homem.

O operário faz greve
a vida breve
o sonho pausa leve,
no viver.

Vejo o mundo
como um muro
de oprimidos

1 136

Quadrante

casa

pirâmide embalsamada
de cimento e cal
guardas o segredo

—de viver ao relento
Solidão
Nas ruínas de um templo
Nos becos e labirintos
No coração dos ateus
imagem
— mora a solidão
Um rosto pálido
se reflete
nesse espelho

refletindo a minha
transfigurada imagem

— o tempo passou e eu
nem percebi
face
tece na face
a outra face

não a quente
nem ardente
— a face fria

898

África

(uma canção)

Negra paisagem
fere os olhos
de quem pode ver

e o medo guardado
pode a qualquer hora explodir

O palco que encena
os homens sensatos
que fazem a guerra
como quem começa
a viver

e nunca dão trégua
para que se possa
renascer

E rola no espaço
dor estilhaço
pedaços de vida
que a inconsciência
condenou

África continente
negra paz céu azul
explorada e servil

África fome e guerra
condenada e tão bela
irmã do povo Brasil

859

Meninos

Meninos do morro
descem do morro
não pedem socorro
se pegam a socos
defendem o osso
da carne em ruínas

emudecem como sopro
do trem da Central que avisa . . .

No céu dos brasis
há meninos louros
negrinhos, caboclos
meninos moços, heróis
do sem fim

Meninos do morro
também há meninas
franzinas, despidas

Tentativa de ser
sopro de vida

972

Inverno

Ao amigo e poeta Américo Rosário

Dia frio
Dia quente
hoje nevou, e em meu peito
a chama está acesa.
Dia frio
Dia quente
a mensagem trouxe-ma o vento
"alerta companheiro
abra o peito, mas não se mostre
nem busque abrigo de deuses"

E esse dia frio
dia de ficar à beira do fogão de lenha
mãos gélidas, esquentá-las
guarnecê-las de sonhos.

891

Hoje tem festa no céu

HOJE TEM FESTA NO CÉU
E OS HOMENS CHORAM NA TERRA

Morreu "mundinho"
filho de Izabel
que brincava às manhãs
com seu barco de papel

HOJE TEM FESTA NO CÉU
E OS HOMENS CHORAM NA TERRA

No céu preparam a chegada
do "mundinho de Izabel"
na terra ficou o barquinho
e o menino foi pro céu
HOJE TEM FESTA NO CÉU

1 134

Urbano

A cidade dorme,
mas não dormem os
homens,
que espreitam a cidade,
com seus olhos de fome.

São iguais os homens,
mas desuniforme a fome.

De dia a cidade não
dorme,
e seus homens passeiam
nas ruas
alguns cabisbaixos, outros
resolutos

São iguais os homens
mas distintos os caminhos

A cidade os acolhe
A cidade os exibe
A cidade os discrimina

São iguais os homens
num contexto relativo.

951

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