Lista de Poemas
Figurante
(uma canção)
Tantas palavras não ditas
na vida (fadiga)
o que buscamos está longe
está perto demais
aportado no cais
Buscando verdades me apego
a mentiras
dias desse qualquer dia
me rendo ao que sou
ou serei jamais
Nas mãos o que resta do
grande artefato
plano bordado de coisas errôneas
quase sempre banais
Movimento sereno de um corpo
enrustido de mágoas
lágrimas molham e ferem
o olhar
NÃO PAGAREI OS PECADOS DO [MUNDO
QUERO ANTES UM PORTO SEGURO
NAUFRAGAR MEUS DESEJOS[INCERTOS
ANCORAR MINHA SEDE NO MAR
NÃO SEREI HERÓI DESTE TEMPO
FIGURANTE DE UM SONHO A MAIS
NO CENÁRIO DE EXTREMO[CONFLITO
DESTE CIRCO ARMADO NO AR
Tantos momentos que a gente
descobre
de repente se morre
e ficamos de luto
em pleno verão
No céu desses olhos
o brilho mais forte
fugindo do norte
caímos na angústia
da agreste ilusão
Os filhos nos braços
os braços cansados
lábios cerrados
perderam o brilho e a cor
e o som
NÃO PAGAREI OS PECADOS . . .
Tantas palavras não ditas
na vida (fadiga)
o que buscamos está longe
está perto demais
aportado no cais
Buscando verdades me apego
a mentiras
dias desse qualquer dia
me rendo ao que sou
ou serei jamais
Nas mãos o que resta do
grande artefato
plano bordado de coisas errôneas
quase sempre banais
Movimento sereno de um corpo
enrustido de mágoas
lágrimas molham e ferem
o olhar
NÃO PAGAREI OS PECADOS DO [MUNDO
QUERO ANTES UM PORTO SEGURO
NAUFRAGAR MEUS DESEJOS[INCERTOS
ANCORAR MINHA SEDE NO MAR
NÃO SEREI HERÓI DESTE TEMPO
FIGURANTE DE UM SONHO A MAIS
NO CENÁRIO DE EXTREMO[CONFLITO
DESTE CIRCO ARMADO NO AR
Tantos momentos que a gente
descobre
de repente se morre
e ficamos de luto
em pleno verão
No céu desses olhos
o brilho mais forte
fugindo do norte
caímos na angústia
da agreste ilusão
Os filhos nos braços
os braços cansados
lábios cerrados
perderam o brilho e a cor
e o som
NÃO PAGAREI OS PECADOS . . .
860
Poema do sol de amanhã
Um corpo magro
caminho lentamente
como soubesse ser a vida
um facho de luz.
Como soubesse que as palavras
encerram um sentido
às vezes incompreensíveis
a certos olhos.
O caminho contém pedregulhos
esparsas incertezas
momentâneas alegrias
de descobrir que algo está errado.
Quando a noite chegar
brincará de contar estrelas
e no berço de feno
sonhará com belezas.
Levantará cedo
quando o sol traçar seu primeiro perfil
como uma avenida iluminada
o mundo é uma grande avenida iluminada
que brilha para alguns
Então sua caminhada reiniciará
o longo caminho dos que não têm para [onde ir
caminho lentamente
como soubesse ser a vida
um facho de luz.
Como soubesse que as palavras
encerram um sentido
às vezes incompreensíveis
a certos olhos.
O caminho contém pedregulhos
esparsas incertezas
momentâneas alegrias
de descobrir que algo está errado.
Quando a noite chegar
brincará de contar estrelas
e no berço de feno
sonhará com belezas.
Levantará cedo
quando o sol traçar seu primeiro perfil
como uma avenida iluminada
o mundo é uma grande avenida iluminada
que brilha para alguns
Então sua caminhada reiniciará
o longo caminho dos que não têm para [onde ir
740
A menina do lago azul
Clarice morava
perto de um lago azul
como seus sonhos de menina.
Trazia nos lábios um sorriso
que era a própria vida
formosa cantiga.
Teve uma irmã, Maria
que cedo partira
sempre dizia:
"— quero ir onde está Maria".
Agora mora perto do céu
onde somente os anjos vivem.
perto de um lago azul
como seus sonhos de menina.
Trazia nos lábios um sorriso
que era a própria vida
formosa cantiga.
Teve uma irmã, Maria
que cedo partira
sempre dizia:
"— quero ir onde está Maria".
Agora mora perto do céu
onde somente os anjos vivem.
1 306
Canavial
É MADRUGADA
Os canaviais vicejantes
esperam os braços
dos trabalhadores
os podões afiados
que decepam até
esperanças
Saio à rua,
meu itinerário é outro
Distingo vultos,
que se reúnem
às portas dos bares.
Não são os remanescentes
de um dia de carnaval,
não vestem alegorias.
São os braços que
ceifarão a cana
Estão todos quietos,
passo por eles no
meu itinerário e
uma dor profunda
me alcança
Uma dor madura
com sabor de caldo de cana
Os canaviais vicejantes
esperam os braços
dos trabalhadores
os podões afiados
que decepam até
esperanças
Saio à rua,
meu itinerário é outro
Distingo vultos,
que se reúnem
às portas dos bares.
Não são os remanescentes
de um dia de carnaval,
não vestem alegorias.
São os braços que
ceifarão a cana
Estão todos quietos,
passo por eles no
meu itinerário e
uma dor profunda
me alcança
Uma dor madura
com sabor de caldo de cana
893
Urbano
A cidade dorme,
mas não dormem os
homens,
que espreitam a cidade,
com seus olhos de fome.
São iguais os homens,
mas desuniforme a fome.
De dia a cidade não
dorme,
e seus homens passeiam
nas ruas
alguns cabisbaixos, outros
resolutos
São iguais os homens
mas distintos os caminhos
A cidade os acolhe
A cidade os exibe
A cidade os discrimina
São iguais os homens
num contexto relativo.
mas não dormem os
homens,
que espreitam a cidade,
com seus olhos de fome.
São iguais os homens,
mas desuniforme a fome.
De dia a cidade não
dorme,
e seus homens passeiam
nas ruas
alguns cabisbaixos, outros
resolutos
São iguais os homens
mas distintos os caminhos
A cidade os acolhe
A cidade os exibe
A cidade os discrimina
São iguais os homens
num contexto relativo.
919
Lavra Dor
O lavrador
lavra a terra,
como quem gera
um filho.
A semente é o sêmen
fértil nascente,
que logo frutifica
e gera novos filhos.
O lavra dor
lavra a terra,
gera os filhos
e frutifica
E vive a paixão eterna
do pai pelo filho . . .
lavra a terra,
como quem gera
um filho.
A semente é o sêmen
fértil nascente,
que logo frutifica
e gera novos filhos.
O lavra dor
lavra a terra,
gera os filhos
e frutifica
E vive a paixão eterna
do pai pelo filho . . .
1 072
A voz do louco I
Ao amigo e artista plástico Laudo
A minha loucura
é sã
brota das feridas
de uma vida consumida.
A minha loucura
é mágoa,
de ver uma terra fértil
sem ser partida.
A minha loucura
é viva,
germina a cada momento,
na lucidez do dia a dia.
A minha loucura
é sã
brota das feridas
de uma vida consumida.
A minha loucura
é mágoa,
de ver uma terra fértil
sem ser partida.
A minha loucura
é viva,
germina a cada momento,
na lucidez do dia a dia.
917
Sinos
Os sinos batem
e bate em meu peito
uma dor profunda
Outrora, este sinos
me pareciam amigos
anunciando com a morte
o nascimento do mundo
Mas hoje, eles batem
E a minha dor é profunda
a dor de perder,
parte do meu mundo.
e bate em meu peito
uma dor profunda
Outrora, este sinos
me pareciam amigos
anunciando com a morte
o nascimento do mundo
Mas hoje, eles batem
E a minha dor é profunda
a dor de perder,
parte do meu mundo.
905
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
NoComments
Espelho
HIGHWAY
O AMOR QUANDO CHEGA
AMIZADE
VIBE BOA
RIBANCEIRAS
O VENTO SEMPRE ESTÁ COM A RAZÃO
PREPOSTO
REVOADA
REMANSO
O vento sempre está com a razão (Projeto: Muito além da noite!)
ELO
MALABARES
Marco temporal
As faces do bem
Beija flor (Projeto: Músicas para alegrar crianças e acordar adultos)
CHICO MENDES
Projeto: Músicas para embalar crianças e acordar adultos (O menino poeta)
VAI SOBRAR NO NOSSO! - POLIS PODCAST - 16/05/2022 #171
Show do pedro augusto da tupi