sonho impossível...
nada detém a febre dos meus passos,
nem a saudade do que deixei atrás de mim
suporto a solidão e o vazio das horas
mesmo que a vida vá perdendo a cor
sigo em frente sem demoras
com o vôo dos pássaros,
o riso das águas, o aroma da flor
que levo ao peito.
sigo a meu lado e tão perdida...
levo também o grito e o frio da vida,
e por estranho que me pareça, minha sombra
imita meus movimentos
adivinha-me os pensamentos,
ignoro se ela é a minha prisão
ou sou eu que lhe dou a mão.
no silêncio da tarde, o dia
vai-se afundando, eu tropeçando
sentindo o esmagamento,
o rosto macilento, procurando o sonho
em vão, no esquecimento, na obscuridade
no jardim solitário da minha saudade
volto a sentir e a contemplar a criança
que vive em mim em paz, e me julgo
jovem para sempre,
este sonho, mesmo impossível, me satisfaz.
natalia nuno
nem a saudade do que deixei atrás de mim
suporto a solidão e o vazio das horas
mesmo que a vida vá perdendo a cor
sigo em frente sem demoras
com o vôo dos pássaros,
o riso das águas, o aroma da flor
que levo ao peito.
sigo a meu lado e tão perdida...
levo também o grito e o frio da vida,
e por estranho que me pareça, minha sombra
imita meus movimentos
adivinha-me os pensamentos,
ignoro se ela é a minha prisão
ou sou eu que lhe dou a mão.
no silêncio da tarde, o dia
vai-se afundando, eu tropeçando
sentindo o esmagamento,
o rosto macilento, procurando o sonho
em vão, no esquecimento, na obscuridade
no jardim solitário da minha saudade
volto a sentir e a contemplar a criança
que vive em mim em paz, e me julgo
jovem para sempre,
este sonho, mesmo impossível, me satisfaz.
natalia nuno
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