Cristaleira da Casa
Menina dos olhos de mormaço
Alma esculpida em malícia bruta
Trancada na cristaleira da sala
Para os olhos atentos das visitas
Pura pelo desejo do pai
Sacra pelo da mãe
Profana malícia dos temporais
De todos os ventos Norte Sul
Que agitam seus ares
E tornam vulgares os trejeitos
Requisitada pelos herdeiros
Dos velhos tronos de madeira
Que são meninos de barba
Estancados em raso desejo
Se despertas arrepio
Se aguça os sentidos
É porque teus olhos são
Apenas toda a natureza
Alma esculpida em malícia bruta
Trancada na cristaleira da sala
Para os olhos atentos das visitas
Pura pelo desejo do pai
Sacra pelo da mãe
Profana malícia dos temporais
De todos os ventos Norte Sul
Que agitam seus ares
E tornam vulgares os trejeitos
Requisitada pelos herdeiros
Dos velhos tronos de madeira
Que são meninos de barba
Estancados em raso desejo
Se despertas arrepio
Se aguça os sentidos
É porque teus olhos são
Apenas toda a natureza
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