Personalomanias
Que o abismo
desta vida
jamais se abra.
Engolindo
o que ainda
resta.
Esta besta,
atenta,
adentra
minha mente.
Sonolenta,
minha paz,
meus pensamentos,
subjuga.
Apavora-me,
esta exibição
penosa
da nudez
das minhas confidências.
Quem?
Senão eu,
e mais eu?
Meus enfados,
meus silêncios,
reticências.
Estes,
e outros mais,
heterônimos meus,
vestidos de cinza.
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Coruja Doce ê..
Julian Lael
Porque inteligência é tão braba, Não há como fugir dela pinguim; E age na surdina, logo acaba, Com o intelecto do mai…
Julian Lael
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*