LONGE DE TODOS…
Longe de todos são trevas que percorro
Nesta prisão que augura segurança!
Sonho-me perdida no tempo
Em que escuto as flores a chegar,
e meus olhos não podem venerar,
Minh’ alma não colhe esse alento
Meus ouvidos são gritos, silêncios
A cada passo lasso de momentos,
Contemplo o sol, a lua, os passarinhos
Que veem até mim, e não posso tocar,
Meus olhos descalços peregrinos
Caminham doces e errantes
Pelas ruas desertas, sozinhos,
A chuva canta-me baixinho
Saúda-me na minha janela
As árvores acenam-me sorrindo
E o vento abraça-me rugindo
Aquecendo a minha cela.
Os dias choram de ansiedade
No coração de cada habitante
Neste planeta de desigualdades.
O medo abrasa o pensamento
Hospitais saturam de doença
Mortes e tanto desalento
Alertando as consciências.
Falta-me o abraço… o beijo caloroso
O carinho, o toque de cada um que amo
Falta-me esse olhar tão gracioso
A reunião à mesa cheia de cor
Que neste tempo tanto clamo.
Maria Antonieta Matos 02-04-2020
Nesta prisão que augura segurança!
Sonho-me perdida no tempo
Em que escuto as flores a chegar,
e meus olhos não podem venerar,
Minh’ alma não colhe esse alento
Meus ouvidos são gritos, silêncios
A cada passo lasso de momentos,
Contemplo o sol, a lua, os passarinhos
Que veem até mim, e não posso tocar,
Meus olhos descalços peregrinos
Caminham doces e errantes
Pelas ruas desertas, sozinhos,
A chuva canta-me baixinho
Saúda-me na minha janela
As árvores acenam-me sorrindo
E o vento abraça-me rugindo
Aquecendo a minha cela.
Os dias choram de ansiedade
No coração de cada habitante
Neste planeta de desigualdades.
O medo abrasa o pensamento
Hospitais saturam de doença
Mortes e tanto desalento
Alertando as consciências.
Falta-me o abraço… o beijo caloroso
O carinho, o toque de cada um que amo
Falta-me esse olhar tão gracioso
A reunião à mesa cheia de cor
Que neste tempo tanto clamo.
Maria Antonieta Matos 02-04-2020
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