Às vezes devemos tomar as medidas corretas para que a harmonia social possa prevalecer. Isso inclui, de vez em quando, deixar quem você ama partir. O que sobra é uma dose de desordem, da eterna busca pelo porquê e um poema a seguir:


 Conflito

A não-síntese que nos nefasta
Hegel errou neste amor lógico
Tal oposição que nos afasta
Cresce nosso maniqueísmo ontológico

Da oposição entre sentimento e razão
Repousa em mim a razão transparente
Porém o que nenhum filósofo levou em consideração
É o caos sentimental internamente

Do ateu ao mais religioso
Da realidade até a miragem
O nosso amor ocioso
Inativo pela falta ou excesso de coragem

Da nossa breve conversa cômica
Que essa contradição não contradiga com o nosso futuro-amor-condizente
Eduardo e Mônica
Consolida-se nosso conflito reluzente

Talvez seja o mais covarde sentimento
Um poeta poetar pensando em você
Perpetuando ainda mais o meu sofrimento
Sabendo que você se quer irá ler

Pedro Coelho
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