Era um poema que queria escrever-te
era o dia de hoje. não tão quente mas com muito sol.
feito em sexta-feira.
não havia bolinhos na cidade.
das mesas despenteadas da liberdade longa definimos o nosso terrado com palavras e outras seivas.
não ficou na memória toda a grafia que te empenhaste em desenhar-me apesar das investidas da timidez a morder-te o movimento de lábios. mas senti o teu alimento a circular por mim. como a continuação do ondulado daquela tela negra, que também digo lindo lençol ou manto quando misturo o negrume com brilho de olhos e de sorrisos, e muitas vezes digo mar. seda é sempre.
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