ZÉ-NINGUÉM
Eu, Zé-ninguém, zonzo,
Causei-me lesões
Pisando roseiras,
Cruzando desertos:
Visei o horizonte.
Sou zero e sozinho
Preservo o casulo.
Grisalho e sisudo
Não zelo os vizinhos
E zombo do asilo.
Isolo-me exausto,
Pesado e vazio
No exílio cinzento
E azul em que existo
Ausente, invisível.
Dos olhos fazia
Prisão de episódios,
Desastre e desordem.
Desejo, risada,
Prazer desfizeram-se.
Exumo o desânimo,
Desenho ilusões,
Rasuro a razão,
Visito jazigos
E exalto a miséria.
(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA. Escrito em 08/04/2020)
Causei-me lesões
Pisando roseiras,
Cruzando desertos:
Visei o horizonte.
Sou zero e sozinho
Preservo o casulo.
Grisalho e sisudo
Não zelo os vizinhos
E zombo do asilo.
Isolo-me exausto,
Pesado e vazio
No exílio cinzento
E azul em que existo
Ausente, invisível.
Dos olhos fazia
Prisão de episódios,
Desastre e desordem.
Desejo, risada,
Prazer desfizeram-se.
Exumo o desânimo,
Desenho ilusões,
Rasuro a razão,
Visito jazigos
E exalto a miséria.
(Autor: EDEN SANTOS OLIVEIRA. Escrito em 08/04/2020)
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