SÚPLICAS DO UMBRAL
OUÇO VOZES A IMPLORAR,
DO SUBMUNDO SOMBRIO ECOA
GEMIDOS, DORES A SUPLICAR,
SENHOR DEUS, ME PERDOA!
UNIVERSO PARALELO DA DEVASSIDÃO,
VALE DOS TORMENTOS E DAS CULPAS,
AMBIENTE DA DEPRESSÃO...
LÁ TODOS PEDEM DESCULPAS.
NÃO TEM FOGO. NÃO É O INFERNO.
SÓ TEM LODO E TRONCOS RETORCIDOS SEM FLOR.
O FRIO É INTENSO, PARECE INVERNO.
O SOL NÃO APARECE COM O SEU CALOR.
MORIBUNDOS, CONTORCIDOS POR AÇOITES
DILACERADOS, PARA UMA MÓRBIDA PLATÉIA,
LÁGRIMAS DE DORES QUE PERCORREM A NOITE,
FUGINDO DOS FELINOS FAMINTOS DA ALCATÉIA.
O VENTO ASSOVIA O UIVO DA DOR,
DESOLADOS POBRES DA INQUIETA MELANCOLIA.
FÚNEBRES CONVULSOS SUPLICAM AMOR,
TENTAM EXPELIR A ETERNA AGONIA.
VENDO TUDO ISSO, A DEUS IMPLORO;
QUE O CÉU SE ABRA PARA AS CLEMÊNCIAS,
QUE A LUZ DISSIPE A NEVOA E O CHORO,
QUE JESUS AFAGUE, ESTAS DOLÊNCIAS.
QUE AS CARAVANAS DO AMOR SE FORTALEÇA
E ALIVIE AS DORES DESTES IRMÃOS.
QUE O TRONCO DO UMBRAL TAMBÉM FLOREÇA,
POIS PARA TODO ERRO, EXISTE O PERDÃO.
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