Meu sentimento está deserto, Abatido pela descrença, De longe eu fico perto, Desta sua indiferença.
Não dilacere minha alma, Com mentira e falsidade. Não destrua minha calma, Nem a minha felicidade.
Sua frieza é desumana, Tal qual a da escória, Já não mais, me engana, Conheço sua história.
Vou tateando na agonia, Recolhendo meus pedaços. Te esquecerei, um dia Acredite, eu me refaço.
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SÚPLICAS DO UMBRAL
OUÇO VOZES A IMPLORAR, DO SUBMUNDO SOMBRIO ECOA GEMIDOS, DORES A SUPLICAR, SENHOR DEUS, ME PERDOA!
UNIVERSO PARALELO DA DEVASSIDÃO, VALE DOS TORMENTOS E DAS CULPAS, AMBIENTE DA DEPRESSÃO... LÁ TODOS PEDEM DESCULPAS.
NÃO TEM FOGO. NÃO É O INFERNO. SÓ TEM LODO E TRONCOS RETORCIDOS SEM FLOR. O FRIO É INTENSO, PARECE INVERNO. O SOL NÃO APARECE COM O SEU CALOR.
MORIBUNDOS, CONTORCIDOS POR AÇOITES DILACERADOS, PARA UMA MÓRBIDA PLATÉIA, LÁGRIMAS DE DORES QUE PERCORREM A NOITE, FUGINDO DOS FELINOS FAMINTOS DA ALCATÉIA.
O VENTO ASSOVIA O UIVO DA DOR, DESOLADOS POBRES DA INQUIETA MELANCOLIA. FÚNEBRES CONVULSOS SUPLICAM AMOR, TENTAM EXPELIR A ETERNA AGONIA.
VENDO TUDO ISSO, A DEUS IMPLORO; QUE O CÉU SE ABRA PARA AS CLEMÊNCIAS, QUE A LUZ DISSIPE A NEVOA E O CHORO, QUE JESUS AFAGUE, ESTAS DOLÊNCIAS.
QUE AS CARAVANAS DO AMOR SE FORTALEÇA E ALIVIE AS DORES DESTES IRMÃOS. QUE O TRONCO DO UMBRAL TAMBÉM FLOREÇA, POIS PARA TODO ERRO, EXISTE O PERDÃO.
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Melancolia
Ronda-me, povoando a mente, Invade o peito melancolia, Sem proposito presente, Faz morada, com sinistra agonia.
De visão turva em desalinho, Tonteia, deriva, oscila, Atinge os pensamentos, como um torvelinho, E na consciência se asila.
Melancolia te observo, Continuo observando, E observando me preservo, E aos poucos me acalmando.
Melancolia, porque me rondas? Não tens porque , nem como, Na frieza, se fecundas, Densa sufocante, como bromo.
Porque? Azarás minha sorte, Se divertindo, com minha agonia, Nem nesta vida e nem na morte, Ti pertencerei, melancolia.