súplica à primavera...
abre o manto primavera
sobre o chão que me viu nascer
não negues ao meu coração que espera
as flores ver crescer...
pede ao sol seu hálito ardente
que alivie o pensamento sombrio
da sombra que sou
me faça esquecer o tempo fugente
que os céus ouçam o eco do meu grito vazio,
e me dê um pouco do brilho que a vida
me tirou.
primavera que te hospedas no meu peito
quando a oliveira já ostenta o candeio
nas horas solitárias já sem jeito
quando ainda aninho o amor no seio,
estende-me os braços
traz-me o calor do sol que fecunda a terra
reconforta meu coração da tristeza que encerra.
leva aos ausentes de quem lembro, meus abraços.
primavera faz sonhar quem vive
o pouco que tenho... é pouco é nada!
traz-me a primavera que já tive
antes que se renda o dia e eu cansada.
volte eu a a relembrar e a pousar a vista,
esquecendo os dias de viver já gastos.
aos anos que passam, não há quem resista,
não voltarão os sonhos castos
que eram como uma benção, ou alento,
e já se dissipam como água que corre
não sei se acredito ou se invento
mas enquanto o coração não morre
sonhar será meu doce entendimento.
natalia nuno
sobre o chão que me viu nascer
não negues ao meu coração que espera
as flores ver crescer...
pede ao sol seu hálito ardente
que alivie o pensamento sombrio
da sombra que sou
me faça esquecer o tempo fugente
que os céus ouçam o eco do meu grito vazio,
e me dê um pouco do brilho que a vida
me tirou.
primavera que te hospedas no meu peito
quando a oliveira já ostenta o candeio
nas horas solitárias já sem jeito
quando ainda aninho o amor no seio,
estende-me os braços
traz-me o calor do sol que fecunda a terra
reconforta meu coração da tristeza que encerra.
leva aos ausentes de quem lembro, meus abraços.
primavera faz sonhar quem vive
o pouco que tenho... é pouco é nada!
traz-me a primavera que já tive
antes que se renda o dia e eu cansada.
volte eu a a relembrar e a pousar a vista,
esquecendo os dias de viver já gastos.
aos anos que passam, não há quem resista,
não voltarão os sonhos castos
que eram como uma benção, ou alento,
e já se dissipam como água que corre
não sei se acredito ou se invento
mas enquanto o coração não morre
sonhar será meu doce entendimento.
natalia nuno
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