dos dias
já não me habito
na quietude da bruma
da tarde.
há muito que deixei de ir
ao sabor das vagas
onde o sol se espelha.
já não me deleito
com os horizontes
ou os silêncios das árvores.
na neblina dos dias
vivem os meus gritos perdidos
à procura dum tempo de vida.
vão ficando lembranças doutros temposnuvens que não passam
vozes sem ventos
manhãs sem raízes
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