Recordações passadas
‘Escrito na cidade de Uiraúna – PB, em 25 de maio de 1989,
às 15hs45’. Poema de: Rerismar Lucena de Morais
Cercado, isolado pelo passado
Um grita, um geme, um chora
- ô João, não dormes, é hora
De irmos embora de casa.
E João murmura num cantinho:
- Não dá primo, tenho irmãozinhos
Meus pais, coitadinhos
Não consegue lhes sustentar.
E João em silencio permanece
Com lagrimas no rosto a rolar.
Os dias se vão, o tempo passa
E João um dia cresce
Não se sabe se a vida floresce
Ou germina no seu quintal.
- Vedes primo, estou velho
Irei vegetar no cemitério
E guardar as lembranças de um passado letal.
Rerismar Lucena
Rerismar Lucena
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
Taberna do Sol Poente
Dodge Leal
A trilha da dor não é eterna, E me formei com diplomas... Meu Deus! — naquela taberna! Mas lá é a ruína dos axiomas.…
Julian Lael
Tudo o que pedi
Juntos, sem questionar,
no ritmo de Caribe clássico,
muito além dos petroglifos.
Ler com o que há de mais fino:
o casamento s…
Anna Flávia Schmitt Wyse Baranski
Carta lacrada.
Esta carta lacrada em selo vermelho é para ti... que nunca irei conhecer... pois nunca me observou andando nas ruas desertas de minha cid…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
Palavras escritas.
Tudo que escrevo se torna em vão - não há resposta das palavras escritas : com muito amor e muita alegria - satisfação. Tudo que penso …
Ademir D.Zanotelli *Poeta*