Essas  aguas  silentes
Caindo  deliciosamente
Impregnando  minha noite
Com chuvisco  vertical
Na  vidraça  abstrata
Escondendo a rua mística
De  terra  molhada
Com  cheiro  noturno
Na  quietude  deslumbrante
Que  paralisa  a  presa
E  arrebata  a  alma
São  borbulhas  passageiras
São  nuvens  que  não  se  vêem
São  aguas  que  não  voltam
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