Sutileza branca
Aquela ave que avisto ao longe
Singrando a imensidão azulada
Engolfada na brancura sustentável
Da beleza seduzida pela leveza
Na sutileza de movimentos acrobáticos
Transpassando a linha imaginaria
Do horizonte translúcido escondido
Na face solitária do tempo e do espaço
Vai a ave peregrina embebida em sonhos
Vinda dos trópicos temperados
Inalando tranquilamente a brisa quente
Exalando os odores do oceano
Ave branca, linda e solitária
Nem sequer imagina que nas orlas sinuosas
De um ponto distante
Existe alguem sonhando
Em trocar os pés molhados da areia
Por suas asas tão leves e soltas
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