O Sutil Convite da Angústia
Quando caiu a noite,
Os girassóis repousaram cabisbaixos sobre os campos,
A cadela se calou, enrodilhada em seu cubículo sujo,
Pai, mãe, e irmãos adormeceram pacificamente,
As paixões hipotéticas fecharam-se como ostras,
Os raios de sol desmaiaram por detrás do horizonte,
E toda a vida acalmou-se em seu escuro e em seu silêncio.
E, como a noite fosse uma lâmina de incompreensível ternura,
A rasgar feridas profundas em seu coração e consciência,
Ele diluiu-se à noite, desesperado.
Desejou encher os olhos do vívido amarelo dos girassóis,
Desejou, em uma piedade repentina, acariciar a cadela,
Desejou, inefavelmente, os amores de seu pai, mãe e irmãos,
Desejou aventurar-se e desventurar-se em ébrias paixões,
Desejou, melancolicamente, estirar-se ao Sol, na relva,
E, apaixonadamente, adormeceu com a vida a fazer peso na garganta.
E entanto, quando ascendeu o dia,
E a vida reergueu-se junto ao cântico dos pássaros,
E o Sol reabriu seu amplo leque de possibilidades,
Ele não avistou nenhum girassol.
Não acariciou a cadela.
Não amou seu pai, mãe, ou irmãos.
Não se rasgou de paixões.
Tampouco esteve ao Sol.
Sobretudo,
Ele não viveu.
E todos os seres e coisas, mesmo as mais inanimadas e poucas,
Seguiram a dançar, absolutamente irreverentes,
Conforme as guiava o tempo.
Os girassóis repousaram cabisbaixos sobre os campos,
A cadela se calou, enrodilhada em seu cubículo sujo,
Pai, mãe, e irmãos adormeceram pacificamente,
As paixões hipotéticas fecharam-se como ostras,
Os raios de sol desmaiaram por detrás do horizonte,
E toda a vida acalmou-se em seu escuro e em seu silêncio.
E, como a noite fosse uma lâmina de incompreensível ternura,
A rasgar feridas profundas em seu coração e consciência,
Ele diluiu-se à noite, desesperado.
Desejou encher os olhos do vívido amarelo dos girassóis,
Desejou, em uma piedade repentina, acariciar a cadela,
Desejou, inefavelmente, os amores de seu pai, mãe e irmãos,
Desejou aventurar-se e desventurar-se em ébrias paixões,
Desejou, melancolicamente, estirar-se ao Sol, na relva,
E, apaixonadamente, adormeceu com a vida a fazer peso na garganta.
E entanto, quando ascendeu o dia,
E a vida reergueu-se junto ao cântico dos pássaros,
E o Sol reabriu seu amplo leque de possibilidades,
Ele não avistou nenhum girassol.
Não acariciou a cadela.
Não amou seu pai, mãe, ou irmãos.
Não se rasgou de paixões.
Tampouco esteve ao Sol.
Sobretudo,
Ele não viveu.
E todos os seres e coisas, mesmo as mais inanimadas e poucas,
Seguiram a dançar, absolutamente irreverentes,
Conforme as guiava o tempo.
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