O SOBREIRO
Sentei-me debaixo de um Sobreiro
E ouvi a sua voz ao vento
Suas folhas e ramos silvavam e resmalhavam
E em conforto me deixei ali ficar
Descaíndo o rabo até me deitar
Fechei os olhos e estiquei os braços
Lá para trás da minha cabeça
Dobrei as pernas e finquei os pés no chão seguro
A terra debaixo deles agradou-me
E movi os pés para a frente e para trás
Brincando assim com a terra da terra mãe
Senti o sotaque alentejano
Nos sons que me chegavam
E nos banhos quentes
Com que as minhas pálpebras cerradas se deleitavam
No chão uma bolota se rebolou
Até chegar junto dos meus dedos
Toquei-a e agarrei nela sem abrir os olhos
E sem me mover
Tomei a resolução de trazê-la comigo
No regresso a casa
Porque o sobreiro sempre foi meu amigo
E a sua semente me acorda a memória
Das coisas boas que passei consigo
Brincando junto de si
Escondendo-me atrás do seu tronco
Que me oferecia abrigo frente a qualquer perigo
Usando a cortiça
Que o sobreiro doou aos homens
Sem qualquer cobiça
Deixa-se despir para doar de si
Sinto o sotaque alentejano
Nas formas do seu tronco, nas rugas
Nos sulcos das texturas
E se houverem sobreiros noutras partes do mundo
Onde quer que estejam, sei que se me sentar junto deles
Também nos vamos entender
Pois nem que seja na China
O sobreiro fala sempre Alentejano !!
E ouvi a sua voz ao vento
Suas folhas e ramos silvavam e resmalhavam
E em conforto me deixei ali ficar
Descaíndo o rabo até me deitar
Fechei os olhos e estiquei os braços
Lá para trás da minha cabeça
Dobrei as pernas e finquei os pés no chão seguro
A terra debaixo deles agradou-me
E movi os pés para a frente e para trás
Brincando assim com a terra da terra mãe
Senti o sotaque alentejano
Nos sons que me chegavam
E nos banhos quentes
Com que as minhas pálpebras cerradas se deleitavam
No chão uma bolota se rebolou
Até chegar junto dos meus dedos
Toquei-a e agarrei nela sem abrir os olhos
E sem me mover
Tomei a resolução de trazê-la comigo
No regresso a casa
Porque o sobreiro sempre foi meu amigo
E a sua semente me acorda a memória
Das coisas boas que passei consigo
Brincando junto de si
Escondendo-me atrás do seu tronco
Que me oferecia abrigo frente a qualquer perigo
Usando a cortiça
Que o sobreiro doou aos homens
Sem qualquer cobiça
Deixa-se despir para doar de si
Sinto o sotaque alentejano
Nas formas do seu tronco, nas rugas
Nos sulcos das texturas
E se houverem sobreiros noutras partes do mundo
Onde quer que estejam, sei que se me sentar junto deles
Também nos vamos entender
Pois nem que seja na China
O sobreiro fala sempre Alentejano !!
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