Novo tempo
Da minha janela eu vejo a rua
Tão apagada e desfigurada
Dormindo no leito da noite fria
Em meio ao silencio da neve
Açoitada pela ventania
Da minha janela não vejo nada
Nada que o inverno peça desculpas
Nada que o silêncio sinta remorsos
Só vejo as minhas lembranças
Dos meus tempos de criança
Da minha janela eu vejo algo
Da minha janela eu vejo algo
A noite se despedindo do sol
Árvores secas profetizando
O despontar da primavera
Um novo tempo, uma nova história
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