Quarentena

Divergindo numa hora absurdamente crente
O silêncio afaga meu ego tão triste tão transparente
Sulca todas as maresias do tempo onde se enrudilham
Os mesmos sonhos, poéticos, translúcidos e irreverentes
A noite sucumbe ante um prelúdio de lamentos urgentes
Urge pois acalentar a alma presa nesta quarentena virulenta
Onde aos solavancos o silêncio ainda degusta qualquer
Solidão sustida por uma prece assustadoramente corpulenta
Frederico de Castro
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
As BETS - 26/09/2026
Durante oito anos, o governo
Deixou proliferar as Bets,
Agora às vésperas da eleição
Anuncia sua proibição. …
Armando A. C. Garcia
Maldita Ira.
Largou-me ao abandono , quando mais precisei , orei - criei - procurei juventude - meus ideais de vida até mudei. Tudo fiz para qu…
Ademir D.Zanotelli *Poeta*
O dia em que o sol tornou-se feio
Aperta um seio a volúpia suavizas no outro o toque porque um temor indefinido assenta-se pelo que a calma se transtorna mas vamos para…
Darlan de Matos Cunha
Percorro uma estrada de agonia
Vejo o que não queria percorro uma estrada de agonia onde só há pó e asfalto. E tudo o mais que me cerca é pura fantasi…
sribeiro1975.-12