Apenas Uma Noite
O ano era 2015 ou 2016, e levava minhas preocupações dos dois últimos anos na mochila. No metrô, ri quando o vendedor ambulante se escondeu entre as pessoas ao ver os seguranças embarcarem. Comprei uma cueca no shopping e 2 reais em chiclete. Eu havia recebido naquela semana, estava feliz. Estava preocupado.
Praça Roosevelt. Conversava com aquela garota em frente ao bar de atores. Um dia você estará ali. - ela falou aquilo ou pensei alto. - Me levantei, eu poderia fazer isso naquele instante. Passei por entre aqueles olhares, e até o vi o "cabeção da malhação" ou era alguém familiar. Acenou para mim. Acenei de volta como velhos amigos.
Pedi para usar o banheiro e o segurança disse que eu teria que comprar alguma coisa antes. - É CLARO, UMA CERVEJA!
Com aquele preço poderia comprar mais duas cuecas. Mas tudo bem, eu havia recebido.
Voltei para a praça e ela tomou a iniciativa e me beijou. Estava bêbado demais, ou preocupado demais. Seria uma noite sem fim e saímos para andar. A balada do velho casarão estava acabando e o segurança não foi com a minha cara. Fomos para o "castelo", casa de um amigo dela. Bebemos e fumamos e depois de soltar alguma piada ruim, percebi que aquele não era o meu mundo. Então fomos comer pizza, afinal, pizza une as pessoas. Paguei um pedaço para o andarilho e seu fiel cachorro. Fui julgado por isso. Foda-se, eu tinha recebido.
E no castelo de novo, acordei na cama do quarto que seria para "nós". Ela estava naquele pequeno sofá, encolhida. A levei para cama, dormi com a cabeça no travesseiro e pernas para fora. Acordei com a coluna travada.
O dia nasceu, e naquela manhã, andávamos pelas ruas acinzentadas da capital. Eu parecia um viciado, não me deixaram usar o banheiro para lavar o rosto. Tomamos café naquela padaria. Logo nunca mais nos veríamos. Logo minha carteira estaria vazia. E então ela se despediu com um beijo simples e seguiu. Apenas seguiu.
Entrei no táxi e o De Niro perguntou: Para onde vamos?
E então me lembrei de estar preocupado.
Praça Roosevelt. Conversava com aquela garota em frente ao bar de atores. Um dia você estará ali. - ela falou aquilo ou pensei alto. - Me levantei, eu poderia fazer isso naquele instante. Passei por entre aqueles olhares, e até o vi o "cabeção da malhação" ou era alguém familiar. Acenou para mim. Acenei de volta como velhos amigos.
Pedi para usar o banheiro e o segurança disse que eu teria que comprar alguma coisa antes. - É CLARO, UMA CERVEJA!
Com aquele preço poderia comprar mais duas cuecas. Mas tudo bem, eu havia recebido.
Voltei para a praça e ela tomou a iniciativa e me beijou. Estava bêbado demais, ou preocupado demais. Seria uma noite sem fim e saímos para andar. A balada do velho casarão estava acabando e o segurança não foi com a minha cara. Fomos para o "castelo", casa de um amigo dela. Bebemos e fumamos e depois de soltar alguma piada ruim, percebi que aquele não era o meu mundo. Então fomos comer pizza, afinal, pizza une as pessoas. Paguei um pedaço para o andarilho e seu fiel cachorro. Fui julgado por isso. Foda-se, eu tinha recebido.
E no castelo de novo, acordei na cama do quarto que seria para "nós". Ela estava naquele pequeno sofá, encolhida. A levei para cama, dormi com a cabeça no travesseiro e pernas para fora. Acordei com a coluna travada.
O dia nasceu, e naquela manhã, andávamos pelas ruas acinzentadas da capital. Eu parecia um viciado, não me deixaram usar o banheiro para lavar o rosto. Tomamos café naquela padaria. Logo nunca mais nos veríamos. Logo minha carteira estaria vazia. E então ela se despediu com um beijo simples e seguiu. Apenas seguiu.
Entrei no táxi e o De Niro perguntou: Para onde vamos?
E então me lembrei de estar preocupado.
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