Você
Passou-se um dia, 24 horas.
Meu corpo precisa de carícia.
Dependente desse beijo que ronda minha cabeça de madrugada.
Corpos ligados, como azulejos grudados com concreto.
Dependo disso.
Olhos alegres e animados moldaram essas
48 horas.
Um dia sem ver, abstinência.
Dois? Loucura.
Até esqueço minha essência.
É visível meu reflexo na frente do espelho.
Sem abraço, fico na marquise.
Você retorna e, em volta do meu pescoço,
sinto o sufoco mais confortante do mundo.
Nem apertado, nem afrouxado.
Um sufoco adorável e atípico.
Só ali, naquele momento, o tenho.
Desde então, também dependo disso.
Dependo disso, dependo daquilo, dependo demais.
Do que eu dependo?
Eis a resposta no nome.
-Rafael Gonçalo
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